Nono álbum do grupo traz participação de Paul McCartney; Greg Kurstin
produtor de Adele, Sia, Beyoncé e Lily Allen dá vida para o novo trabalho

 

*Coluna Crítica Musical
*Jornalista / Editor Geral BH/MG
*Brasil Agora (B.A)

*Felipe José de Jesus
*Avaliação do álbum: Três estrelas
*Avaliação máxima: Cinco estrelas
*Siga o Instagram: @felipe_jesusjornalista_
*Brasil Agora “O País Levado à Sério”

 

Quando o Foo Fighters apareceu no cenário musical com a balada Big Me, em 1995, alguns críticos apostaram que o disco seria um fiasco, já que dava a impressão de ser um material arquivado do Nirvana e que ficou de herança para o baterista Dave Grohl. No entanto, o Foo Fighters mostrou toda a sua competência musical e decolou com seu segundo disco, The Colour And The Shape (1997) e de lá para cá foram mais sete álbuns lançados, várias turnês pelo mundo e cerca de 12 milhões de discos vendidos.

Prova de que o Foo Fighters é uma das poucas bandas que conseguem fazer um som de qualidade e discos bem produzidos está em Concrete And Gold, nono álbum de estúdio. Lançado recentemente o disco traz 11 novas faixas e muito requinte, já que para abrilhantar ainda mais o trabalho, o grupo traz Paul McCartney, o eterno Beatle na canção Sunday Rain. Além de Maca, diversas outras participações especiais marcam o novo álbum, como Boyz II Men’s Shawn Stockman, Alison Mosshart, do The Kills, Paul McCartney e Justin Timberlake.

Novo disco em vinil

As novas faixas que compõe Concrete And Gold são: T-Shirt; Run; Make It Right; The Sky Is A Neighborhood; La Dee Da; Dirty Water; Arrows; Happy Ever After (Zero Hour); Sunday Rain; The Line e Concrete and Gold. Entre as novatas, destaco as minhas preferidas que são The Sky Is A Neighborhood, The Line, Happy Ever After (Zero Hour) e Dirty Water.

Diferentemente dos álbuns anteriores Concrete And Gold traz uma inovação, um produtor de primeira qualidade do mundo Pop, só que desta vez trabalhando com Rock And Roll. Greg Kurstin, produtor de Adele, Sia, Beyoncé e Lily Allen, assina o novo disco, mas com um olhar bem criterioso e perfeccionista, visto a canção Run (uma das primeiras faixas divulgadas pela banda), que reforça o que o Foo Fighters sabe fazer de melhor, barulho de qualidade.

Rock setentista ))

Entre as novas canções do disco, Sunday Rayn traz um diferencial entre as demais, por ter o auxílio luxuoso de Paul McCartney na bateria e o mais surpreendente, Taylor Hawkins (baterista do Foo Fighters) nos vocais e não é que deu certo? A faixa Sunday Rain além de trazer uma referência proxima as canções do Wings (grupo de Paul McCartney nos anos de 1970), mostra claramente que Taylor foi bastante influenciado também pela era do “Glamour Rock” com David Bowie, Lou Reed, Brian Eno e demais artistas. De acordo com o vocalista do Foo Fighters, Dave Grohl, Paul McCartney é um grande amigo da banda e a mistura deu muito certo. “Ele é um amigo. Nós o conhecemos há muito tempo. Ele é ótimo. Ele é a pessoa mais incrível do mundo. Um cara ótimo”, disse a imprensa mundial.

Em relação ao design do álbum, Concrete And Gold traz uma capa bem interessante que reforça o “F” do grupo em cor ouro, preso no concreto, demonstrando bem como o grupo está e sempre esteve, cravado no Rock, estilo que eles jamais ousaram mudar por causa de modismos. A parte interior do álbum não traz nada de exuberante, apenas “fotos desenhos” dos integrantes e as letras das novas músicas para quem é fã e carteirinha e não abre mão do tradicional “disquinho”.

Concret And Gold em CD

Vinil e avaliação ))

Seguindo as tendências de mercado, o novo álbum do Foo Fighters foi lançado também em vinil. Para os mais saudosistas, o “bolachão” traz todos os requintes dos discos gravados nos anos de 1970 com encarte e tudo o que um bom disco pede, como, letras e etc. Em relação a avaliação de Concret And Gold, percebi que ele mostra o que o Foo Fighters sabe fazer muito bem: Rock de qualidade. Mas no quesito som, a banda acabou passeando demais nos anos de 1970 tentando fazer uma espécie de Sgt. Peppers (The Beatles – 1967) com estilo Motorhead de ser.

Uma homenagem bonita em minha opinião, pois tanto The Beatles e Motorhead são bandas lendárias. Todavia, sem querer eles acabaram deixando um pouco de lado o som já conhecido em discos anteriores como: In Your Honor (2005) Echoes, Silence, Patience & Grace (2007); Wasting Light (2011) e mesmo Sonic Highways (2014). Sendo assim, avalio o novo disco com três estrelas, porque em um álbum com 11 canções, identificar apenas cinco canções com estilo já conhecido do grupo, mostra para mim que a banda deveria tomar mais cuidado ao experimentar pisar em terras “talves” um pouco desconhecidas, já que o Rock (cru com pitadas de Grunge) é o seu maior condutor. O disco já está disponível nas plataformas digitais e como dito, também no formato físico em CD e vinil.

No Brasil ))

O Foo Fighters virá ao Brasil entre o final de fevereiro e o início de março de 2018, passando por São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. As datas ainda não estão fechadas, mas para os fãs que querem ir afinados para o show da banda, o novo disco Concret And Gold está na medida certa para quem gosta do bom Rock. Se você ainda não escutou, baixe ou escute ele nas plataformas digitais. Me diga o que você achou do novo disco e até a próxima Coluna Crítica Musical.

 

*Confiram as faixas de Concrete And Gold:

“T-Shirt”
“Run”
“Make It Right”
“The Sky Is A Neighborhood”
“La Dee Da”
“Dirty Water”
“Arrows”
“Happy Ever After (Zero Hour)”
“Sunday Rain”
“The Line”
“Concrete and Gold”

 

 

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