O aparecimento de verrugas é o principal indicador da doença, que podem involuir espontaneamente, dentro de meses, ou persistir por anos

Dados preliminares de um estudo divulgado em novembro de 2017 pelo Ministério da Saúde apontam uma prevalência de 54,6% de casos de HPV entre a população brasileira de 16 a 25 anos, sendo que 38,4% são de tipos de alto risco para o desenvolvimento de câncer.

Segundo a dermatologista Joana Barbosa, a transmissão do HPV ocorre por contato direto com pessoas e/ou objetos infectados. “Pequenas feridas são necessárias para a inoculação do HPV, motivo pelo qual as verrugas são mais comuns em áreas de traumas. É possível ocorrer auto inoculação por meio de pequenos ferimentos que servem de porta de entrada para o vírus, também há transmissão pelo contato sexual e pela via materno fetal no momento do parto”.

O aparecimento de verrugas é o principal indicador da doença. Joana conta que as verrugas são proliferações benignas da pele causadas pelo papilomavírus humano (HPV). “O aspecto da verruga varia de acordo com o local acometido e o quadro é frequentemente assintomático. Porém, em alguns casos pode ocorrer sangramento ou dor após manipulação local. Clinicamente, as lesões são vegetantes (aspecto de couve-flor), ásperas, da cor da pele, mas também podem ser planas, macias e escuras”, explicou.

Há diferentes formas clinicas da infecção pelo HPV, são elas:

  • Verrugas vulgares: em geral, as lesões são pápulas irregulares, endurecidas e ásperas.
  • Verrugas filiformes: apresentam-se como projeções finas e alongadas, em geral isoladas ou pouco numerosas.
  • Verrugas planas: pequenas pápulas (“bolinhas”) acastanhadas ou amareladas, cuja principal característica é apresentar uma superfície plana e lisa.
  • Verrugas plantares: as verrugas localizadas nas plantas dos pés são muitas vezes confundidas com os calos.
  • Verrugas anogenitais ou Condiloma acuminado: apresentam-se como lesões únicas ou múltiplas, vegetantes, úmidas, isoladas ou agrupadas, que lembram o aspecto de couve-flor. Podem acometer a mucosa genital feminina e masculina, uretra, vagina, colo do útero, região perianal ou mucosa oral.

Tratamento

De acordo com a especialista, as verrugas podem involuir espontaneamente, dentro de meses, ou persistir por anos. No caso das crianças, geralmente, se curam sem necessidade de medicação, entretanto, por causa do risco de disseminação do vírus para outras pessoas e o surgimento de novas lesões no próprio indivíduo pela auto contaminação, seu tratamento é recomendado. “Nos adultos, as verrugas não costumam desaparecer sem tratamento. Existem diferentes modalidades terapêuticas que levam à destruição ou à remoção das lesões. São usados tanto medicamentos tópicos, quanto ácidos, por exemplo, até procedimentos cirúrgicos. Cada tipo de verruga exige um tratamento diferenciado”, esclareceu a dermatologista.

Atualmente, no mercado, estão disponíveis vacinas contra o HPV, que são indicadas para prevenção da infecção genital, reduzindo o risco de evolução para o câncer genital. “É indicada para meninas, a partir dos 9 anos, e meninos, de 12 e 13 anos, por enquanto. Por ser uma vacina preventiva, deve ser aplicada preferencialmente antes do início da vida sexual e está disponível nos postos de saúde”, ressaltou Joana. Além disso, estudos mostram que a vacinação em garotos, contribui para a diminuição desse tipo de câncer, pois possibilita a diminuição da circulação do vírus na população, trazendo benefícios também para as mulheres.

Fonte: Joana Barbosa, médica dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. É responsável pela Clínica Dermax, em Belo Horizonte (www.drajoanabarbosa.com)

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