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Técnica é a mais eficaz para a mulher
que pensa em adiar a maternidade

Uma das principais causas da infertilidade feminina está relacionada ao envelhecimento dos óvulos. A gravidez tardia tornou-se uma realidade e acompanha uma tendência comportamental e cultural entre as mulheres de todas as classes sociais no mundo. O adiamento da gestação está relacionado a fatores como priorizar o crescimento profissional, a necessidade de tratamentos de saúde ou, até mesmo, a espera pela pessoa ideal. O que muitas mulheres não sabem é que, após os 35 anos, a quantidade e a qualidade dos óvulos diminuem, reduzindo assim as chances de uma gravidez natural.

De acordo com o Dr. Ricardo Marinho, ginecologista especializado em reprodução assistida da clínica Pró-Criar, um feto do sexo feminino tem em torno de sete milhões de óvulos ainda no útero da mãe. Ao nascer, esse número cai para aproximadamente dois milhões e, após a primeira menstruação, este número já está reduzido a cerca de 300 mil. Por volta dos 40 anos, a mulher já gastou cerca de 75% de sua reserva. “É uma questão biológica e muitas pacientes desconhecem essa realidade e acreditam que não terão dificuldade para engravidar quando assim decidirem. Além disso, não imaginam que os riscos de abortos e malformações sobem consideravelmente com o avanço da idade”, explica.

Ainda segundo o especialista, entre os 20 e 30 anos, a mulher está em seu ápice fértil. Nessa idade, apenas 3,5% delas apresentam problemas de infertilidade. Contudo, após os 35 anos a fertilidade já começa a reduzir drasticamente e a chance mensal de engravidar de forma natural entre os 38 e 40 anos, por exemplo, cai para 10%. Após os 45 anos, essa taxa é de 1% apenas.

Congelamento de óvulos

Para as mulheres que não abrem mão de adiar a gravidez, uma possibilidade de preservar a fertilidade é o congelamento de óvulos. Conforme explica o Dr. Marinho, é possível coletar o gameta feminino ainda saudável e usá-lo quando a mulher decidir que é o melhor momento para engravidar. Isso porque, se ela congelar os óvulos até os 35 anos, mesmo que venha a descongelá-los e tentar engravidar aos 40, a chance de gravidez por fertilização in vitro é semelhante à de quando os congelou. “O congelamento mantém as chances de gravidez em torno de 50% por tentativa, em detrimento dos 25% relativos à gravidez de uma mulher de 40 anos ao se submeter ao tratamento de fertilização in vitro com os óvulos obtidos neste momento ”, ressalta o médico.

É possível também congelar óvulos após os 35 anos, apesar das chances serem menores, sendo uma alternativa para mulheres que não puderam fazer este procedimento antes. Embora o congelamento seja uma opção interessante, é importante ressaltar que o procedimento, mesmo realizado em mulheres jovens, não garante uma futura gestação, assim como qualquer tratamento na área de reprodução humana. O congelamento de óvulos também é indicado para mulheres ainda jovens que apresentam doenças como alguns tipos de câncer ou auto imunes, cujo tratamento causará uma diminuição da reserva ovariana , e também outras  doenças benignas que na sua evolução possam comprometer a função ovariana.

Apesar de o tempo se mostrar implacável com relação à fertilidade feminina, o especialista da Pró-Criar destaca que é possível se preparar fisicamente e psicologicamente para conseguir engravidar com mais idade. “Algumas ações simples podem ser importantes para a conservação dos óvulos das mulheres, como visitar um ginecologista periodicamente, ter uma alimentação balanceada, praticar exercícios físicos, evitar fumar, consumir bebidas alcoólicas, anabolizantes e outras drogas que afetam a qualidade dos óvulos”, finaliza.

Sobre a Pró-Criar

A Pró-Criar, especializada em reprodução assistida, comemora 19 anos de atuação em 2018. A clínica tem como objetivo primordial aliar procedimentos técnicos a um atendimento acolhedor àqueles que buscam tratamento de fertilidade. Fundada pelo Dr. João Pedro Junqueira Caetano, atual presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana – SBRH, em fevereiro de 1999, a Pró-Criar é formada por uma equipe multidisciplinar de ginecologistas, embriologistas e psicólogos com larga experiência em todas as áreas da reprodução humana. Em fevereiro de 2018 passou a integrar o Grupo Huntington de Medicina Reprodutiva.

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