Metade das mulheres se sentem insatisfeitas sexualmente



Repressão sexual feminina pode estar ligada a fatores psicológicos e culturais.

O prazer feminino ainda é considerado tabu para muita gente. O histórico cultural que perdura na sociedade há longos anos provoca certo receio e intimidação para o público feminino quando o assunto é sexo. Tais costumes e crenças em relação ao assunto provocam, em muitos casos, sérios problemas psicológicos que impedem muitas mulheres de se libertarem e falarem sobre o que realmente gostam nesse sentido. Por esse motivo, a repressão sexual feminina ainda está tão presente atualmente.

Diversas pesquisas mostram o alto índice de insatisfação sexual para as mulheres. A psicóloga e sexóloga, Sônia Eustáquia da Fonseca, comenta que este sentimento pode estar ligado a diversos aspectos. A especialista explica que mais de 50% dos casos de insatisfação que chegam ao consultório estão ligados a fatores psicológicos. “Geralmente, a visão do sexo prazeroso é visto como algo “sujo” para as mulheres, em consequência de uma sociedade machista, além de crenças ligadas à religião”.

Entre as principais queixas femininas relacionadas à insatisfação sexual, está a falta de orgasmo, segundo a sexóloga. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Projeto da Sexualidade da Universidade de São Paulo (USP), cerca de um terço das mulheres não conseguem chegar ao clímax da relação. Enquanto isso, ao menos 35% não possui sequer o desejo em realizar o ato.

O que é repressão sexual?

A psicóloga declara que repressão sexual configura-se como o sentimento de culpa e de que algo está errado ao falar, pensar e, principalmente, fazer sexo. Para a mulher, tal sentimento pode trazer diversos transtornos. “Entre eles, a auto aceitação fica prejudicada. Odiar a si mesma torna-se muito comum nesses casos. Como se trata de algo inconsciente pode-se não entender de imediato o que está se passando. O que o que foi reprimido não desaparece. Em algum momento esses sentimentos são liberados em forma de sintomas. Por esse motivo, nesses casos, é tão importante obter ajuda psicológica”, garantiu Sônia.

A psicóloga destaca que para reverter o problema, a sexualidade e os tabus morais que a representa deve ser trabalhada na sociedade como um todo. E para a mulher que necessita de ajuda, a melhor maneira de lidar com o problema é ampliar seus conhecimentos, conhecer o próprio corpo, compreender o que está errado, reformular suas convicções e obter estimulação adequada. “A boa notícia é que, apesar de ainda haver muitos tabus relacionados à sexualidade feminina, o empoderamento das mulheres permite que a repressão sexual comece a se tornar coisa do passado”.

Fonte: Sônia Eustáquia Fonseca, psicóloga, psicanalista e sexóloga (www.soniaeustaquia.com.br).

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