Campeão brasileiro e fundador da Eleven, primeira escola de pickleball de Paulínia, Guilherme alia conhecimento técnico, espírito empreendedor e paixão pelo esporte para formar atletas e impulsionar a modalidade na região de Campinas
Falar de pickleball hoje é falar de um esporte em crescimento no Brasil. Mas em 2023, quando Guilherme Andrade teve seu primeiro contato com a prática em uma academia de Campinas, a cena ainda era tímida, pouco conhecida fora dos grandes centros. Bastou uma aula para ele perceber o quanto aquele jogo tinha potencial e como poderia contribuir com sua bagagem como atleta e professor.
A história de Guilherme com o esporte não começou ali. Campeão brasileiro, professor de beach tennis há mais de seis anos e árbitro oficial da Confederação Brasileira de Pickleball, ele já vinha construindo uma trajetória sólida nas quadras e na formação de atletas. A entrada no pickleball aconteceu quase sem perceber, mas com os pés bem no chão.
Pouco tempo depois, fundou a Eleven, primeira escola dedicada à modalidade em Paulínia e hoje a maior da região de Campinas. Criada com alguns sócios, a escola atende desde iniciantes até atletas em busca de alto rendimento. Hoje, são mais de 60 alunos em um espaço que logo começou a atrair praticantes de toda a região, chamando atenção pela proposta acolhedora e pela qualidade dos treinos.

“Acredito que a combinação entre experiência prática e conhecimento técnico é o que forma um bom atleta, e também um bom professor”, comenta Guilherme. Essa ideia está presente em cada detalhe das aulas — desde a forma como ele monta os treinos até o jeito de acompanhar o progresso individual dos alunos.
Além do trabalho dentro da escola, ele também tem se dedicado a divulgar o esporte e apoiar seu crescimento fora das quadras. Guilherme já promoveu clínicas, participou de eventos e, como árbitro, esteve presente em competições nacionais, incluindo a final do Campeonato Brasileiro de 2025. Dá pra ver que ele está em quadra não só para competir, mas também para impulsionar o pickleball no Brasil.

Outro ponto que chama atenção é o modo como ele administra a Eleven. Em um mercado ainda em formação no país, tocar uma escola exige mais do que conhecimento esportivo. Exige planejamento, cuidado com os alunos, construção de equipe e visão de longo prazo. A graduação em Educação Física, que ele está finalizando pela PUC-Campinas, também ajuda a unir teoria e prática nessa rotina.
Com linguagem acessível, envolvimento direto nas aulas e atenção real às necessidades de quem treina ali, Guilherme se destaca como educador esportivo. Muitos dos seus alunos já deram os primeiros passos em competições e começam a trilhar seus próprios caminhos no esporte.
Esse avanço individual reflete um cenário mais amplo: o pickleball está em plena expansão no Brasil. Segundo a Confederação Brasileira de Pickleball, o país já soma cerca de 15 mil praticantes e conta com federações em 22 estados. A criação da entidade nacional, em fevereiro de 2024, impulsionou esse crescimento e fortaleceu a presença brasileira em eventos internacionais. Na Copa do Mundo de Pickleball, realizada no Peru, o Brasil teve um desempenho expressivo: chegou às quartas de final na categoria open e ficou em 4º lugar na categoria 50+, entre 42 países.
Mais do que uma escola, a Eleven é o reflexo da trajetória do Guilherme. Uma trajetória construída com paixão pelo esporte, vontade de ensinar e coragem de empreender. E mostra como uma modalidade ainda em expansão pode abrir espaço para quem está disposto a construir algo real.
Quer conhecer mais sobre a escola e o trabalho de Guilherme? Siga nas redes sociais e agende uma visita: @guiandrade99 e @eleven11.pickleball