Como Filipe Faraco Gonçalves transforma datacenters em ativos estratégicos na era digital



Combinando governança, inovação e análise preditiva, o especialista gaúcho mostra como datacenters deixam de ser apenas infraestrutura e se tornam o coração dos negócios modernos

 

No mundo corporativo, datacenters costumam ser vistos como estruturas técnicas, repletas de cabos e servidores, mas para Filipe Faraco Gonçalves eles são muito mais que isso, pois ao longo de mais de 20 anos de carreira ele construiu uma visão que redefine a forma como as empresas encaram sua infraestrutura digital e, em suas palavras, “um datacenter bem gerido não é apenas uma sala cheia de servidores, mas sim o coração estratégico que sustenta o negócio”.

Essa transformação começou ainda em 2006, quando Filipe participou de projetos de Business Process Improvement (BPI) na Dell Computadores do Brasil, aplicando a metodologia Six Sigma para reavaliar processos e trazer eficiência a operações críticas, e o impacto foi imediato: o primeiro projeto trouxe uma economia de US$ 75 mil em apenas 12 meses, enquanto o segundo, liderado por ele, alcançou savings superiores a US$ 1,1 milhão em um único ano, prova de que mudanças estruturadas na gestão de tecnologia podem gerar resultados expressivos tanto para a operação quanto para o negócio.

Com experiência consolidada, Filipe passou a defender a ideia de que a tecnologia precisa ser enxergada de forma estratégica e não apenas operacional. “Economia não é só cortar custos, é transformar processos para que sejam mais inteligentes, sustentáveis e escaláveis”, afirma, ressaltando que a inovação em TI acontece quando se cria valor contínuo, e não apenas quando se resolve uma emergência.

Para sustentar essa visão, o profissional recorre a frameworks de governança de TI como ITIL, COBIT e DevOps, que, aliados a telemetria e análise preditiva, permitem monitorar cada detalhe do ambiente e antecipar falhas antes que elas se tornem crises. Em sua visão, a combinação entre governança e dados transforma a infraestrutura em inteligência de negócio, pois “quando aplicamos governança de TI e telemetria, o que antes era apenas infraestrutura passa a ser um ativo que gera valor para a empresa”.

Essa mentalidade orientou sua atuação em projetos de altíssima complexidade, tanto no setor privado quanto no público. Hoje, como Technical Customer Service Senior Manager, Filipe gerencia uma carteira de 18 clientes estratégicos, de alta complexidade, incluindo Google e a sexta maior instituição bancária do Brasil, além de diversas instituições da América Latina, em um trabalho que envolve decisões críticas em datacenters e liderança de equipes em situações de pressão. 

Ele lembra que cada cliente tem uma demanda única e que adaptar a estratégia ao contexto é fundamental, afirmando que “em operações críticas, cada decisão é um divisor de águas, e por isso a análise preditiva é tão importante”.

Sua entrada no cenário internacional aconteceu em 2017, quando viajou a Denver, nos Estados Unidos, para sua primeira reunião com o Google Global Cache. Desde então, Filipe consolidou sua atuação em projetos internacionais do Google e em contas de alta complexidade na América Latina, expandindo o alcance de sua metodologia e reforçando sua reputação como especialista capaz de integrar tecnologia e negócios em diferentes contextos culturais.

O impacto de sua abordagem também foi reconhecido dentro da Dell, onde recebeu prêmios como o Everyday Hero (categoria ownership) e o Silver Award por excelência em atendimento e entrega de resultados, distinções que evidenciam sua capacidade de unir performance técnica, inovação e orientação ao cliente. Além disso, Filipe dedica parte de sua carreira à formação de novos profissionais, atuando como mentor de equipes técnicas e líderes de TI e produzindo artigos técnicos internos que circulam como referência entre colegas de área.

Para ele, o segredo está em equilibrar tecnologia e pessoas, sem perder de vista que são os profissionais que dão vida às soluções: “Liderar equipes técnicas é investir em pessoas, porque sem elas, a tecnologia perde sua força”, resume, reforçando que a inovação só faz sentido quando é construída em conjunto.

No horizonte, Filipe projeta a ampliação da aplicação de telemetria e de modelos de governança estratégica em datacenters, além da consolidação da gestão de contas internacionais de alta complexidade, movimento que reflete sua crença de que a infraestrutura digital deve ser compreendida como ativo central de competitividade e sustentabilidade. Ou, como costuma sintetizar, “aprendi desde cedo que a tecnologia só faz sentido quando resolve problemas reais e conecta pessoas”.

Redes sociais: linkedin.com/in/filipefgoncalves

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