Com produções que incluem nomes como Anthony Hopkins, Ashley Greene, Shane West, Mickey Rourke e outros, a produtora de filmes segue consolidando espaço em Los Angeles.
Um convite inesperado para trabalhar como assistente de um renomado produtor transformou o rumo da vida de Vitória Silvestre, nascida em São Bernardo do Campo. Radicada na Califórnia desde 2022, ela imaginava seguir carreira na música — área que estudou na UCLA — até descobrir, nos bastidores de filmagens, a paixão que mudaria tudo: a produção cinematográfica.
Desde então, Vitória construiu uma trajetória ascendente em Hollywood, participando de produções que reúnem nomes de peso como Anthony Hopkins, Ashley Greene, Shane West, Peter Facinelli, Billy Zane, Mickey Rourke e Scout Taylor-Compton.
“O filme Eyes in The Trees (estrelado por Hopkins) ocupa um lugar especial”, destaca. “Foi um mês intenso de filmagens na Tailândia, cheio de desafios e momentos inesquecíveis. Ver aquele projeto tomar forma depois de tanto esforço foi uma das experiências mais gratificantes da minha carreira”, afirma a produtora, que assina como Film Producer do longa-metragem..
Além do trabalho em Eyes in The Trees, seu portfolio ainda inclui títulos como Bringing the Law, Speed Train, Last Chance Motel, Deadly Vows e Operation Blood Hunt.
Em Bringing the Law — sua primeira experiência em um set de filmagem —, Vitória descobriu sua paixão definitiva pela produção cinematográfica. “As filmagens aconteceram sob condições desafiadoras: chuva constante, lama e longas horas de gravação com um elenco numeroso. Foi ali que aprendi sobre resiliência, colaboração e comunicação em equipe. Esse projeto confirmou meu desejo de seguir construindo uma carreira sólida na área”, conta.
Já em Operation Blood Hunt, ela atuou como Associate Producer, coordenando toda a parte de pós-produção e entrega do filme às distribuidoras internacionais. Gravado na Tailândia, o longa marcou o início de uma série de colaborações que permitiram à produtora compreender a complexidade do fluxo global de finalização e distribuição. “Mesmo à distância, mantive contato constante com as equipes locais e técnicas, garantindo que todas as etapas, desde correção de cor até os delivery packages, fossem realizadas dentro dos prazos. Essa experiência me deu uma base sólida sobre as exigências dos diferentes mercados de distribuição”, explica.

Em Speed Train — também filmado na Tailândia, com cenas adicionais em Los Angeles —, Vitória acompanhou de perto parte das gravações e da pós-produção. “Supervisionar a comunicação entre equipes de países diferentes foi um grande aprendizado. O projeto reforçou meu interesse pela logística e pela parte operacional do cinema”, comenta.
Outro destaque é Deadly Vows (lançamento em 14 de novembro), inspirado em uma história real. Nesse filme, Vitória esteve envolvida desde a fase de orçamento e planejamento até a entrega final. “Foram dez dias de filmagem extremamente intensos. Conhecer pessoalmente a pessoa cuja trajetória inspirou o roteiro tornou o processo ainda mais especial. Foi um dos primeiros projetos em que acompanhei todas as etapas, do desenvolvimento à finalização. *Deadly Vows* representa uma virada na minha trajetória”, diz.
Entre os projetos recentes, Last Chance Motel se destaca por sua estreia confirmada no New York Horror Festival. Admiradora do gênero de terror desde sempre, Vitória acompanhou todas as fases do longa — do desenvolvimento à pós-produção. “Trabalhar em um filme repleto de efeitos práticos e próteses foi fascinante. Cada detalhe técnico e artístico era uma oportunidade de aprendizado. O resultado é um longa visualmente envolvente e emocionalmente intenso, que equilibra o terror psicológico com o impacto estético do gênero”, comenta.
Outro título em seu currículo é Into the Deep, onde também coordenou a pós-produção e as entregas técnicas, consolidando sua experiência em produções internacionais.
Atualmente, Vitória, que além da UCLA cursa um MBA, integra a equipe da Hillin Entertainment, onde ajuda a desenvolver a nova divisão de conteúdo vertical da empresa. “O que me diferencia é minha sensibilidade e empatia. Gosto de entender o papel de cada pessoa no set — acredito que isso fortalece o trabalho em equipe e me torna uma profissional mais completa”, afirma.
Para ela, o papel do produtor vai muito além da gestão técnica: é sobre dar vida às histórias. “Como produtora, meu trabalho é literalmente fazer com que o filme realmente aconteça — do roteiro até a entrega final. Cuido da parte prática e organizacional, conectando o time criativo com as áreas técnicas e financeiras. Produzir é isso: juntar pessoas, resolver problemas e criar o espaço para que a história possa ser contada da melhor forma possível”, conclui.