Eficiência financeira como motor do crescimento
No setor imobiliário, cada projeto nasce cercado de altos investimentos, prazos longos e riscos complexos que precisam ser previstos e controlados, e foi justamente nesse cenário que Guilherme Esteves construiu a convicção de que a disciplina financeira não deve ser vista apenas como uma ferramenta de controle, mas sim como o verdadeiro motor do crescimento sustentável, pois ao longo dos últimos cinco anos, atuando em planejamento financeiro, orçamento estratégico, gestão de fluxo de caixa e FP&A, ele aprendeu na prática que são as finanças que dão sustentação para que um empreendimento saia do papel e se torne uma obra capaz de transformar comunidades.
Ao falar sobre essa trajetória, Guilherme contextualiza a dimensão estratégica de sua atuação e o impacto direto das decisões financeiras na viabilidade e no crescimento dos empreendimentos:
“Durante minha atuação na Seed e na Doing, fui responsável pela área de Planejamento Financeiro e Análise (FP&A), desempenhando um papel estratégico na definição das melhores estratégias para viabilizar e alavancar os projetos das incorporadoras e construtoras, nesse período, participei ativamente da captação e estruturação de operações que somaram mais de R$ 400 milhões, envolvendo desde linhas de crédito tradicionais e capital de giro até estruturas complexas, como CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), sempre com o objetivo de otimizar o fluxo de caixa e garantir a sustentabilidade financeira de cada empreendimento, meu trabalho incluía análises de viabilidade econômico-financeira, modelagem de cenários, projeções de fluxo de caixa e negociações estratégicas com instituições financeiras, investidores e parceiros, atuei como elo entre a área financeira e as equipes de engenharia e desenvolvimento, garantindo que cada decisão de investimento estivesse alinhada ao cronograma das obras e ao retorno esperado pelos acionistas, e essa experiência me proporcionou uma visão sistêmica do setor imobiliário e a habilidade de transformar dados financeiros em planos de ação concretos, contribuindo diretamente para a rentabilidade dos projetos e para o crescimento sustentável das empresas em que atuei.”
Quando fala em eficiência financeira, Guilherme não se refere apenas à ideia de cortar custos, mas sim a um processo de criação contínua de valor, de redução de riscos e de ampliação de margens para novos investimentos, já que cada decisão bem estruturada abre espaço para inovação e impacto social, e em sua visão finanças e inovação caminham juntas para transformar cidades e vidas, porque enquanto inovação sem disciplina corre o risco de se tornar apenas entusiasmo passageiro, disciplina sem inovação tende a gerar estagnação.
Finanças como base estratégica de inovação e transformação
Desde o início de sua trajetória, ele percebeu que as finanças não poderiam ser tratadas como um suporte administrativo secundário, mas sim como a base que sustenta grandes decisões, já que um projeto imobiliário sólido nasce de projeções claras, da análise cuidadosa de cenários e de uma gestão de riscos bem conduzida, e é essa visão estratégica que guia seu trabalho e o inspira a buscar sempre mais eficiência, clareza e impacto em cada etapa do processo.
Esse desafio, segundo Guilherme, não se limita ao Brasil, pois um relatório do McKinsey Global Institute sobre transformação digital apontou a construção civil como um dos setores menos digitalizados do mundo, aparecendo entre os últimos em indicadores como digitalização de ativos, processos e força de trabalho, o que revela o enorme espaço que ainda existe para evoluir, e ele acredita que justamente a disciplina financeira pode ser a chave para viabilizar essa transformação, já que sem planejamento e eficiência a inovação corre o risco de nunca sair do papel.
Crescimento sustentável com impacto humano e social
Sua missão, portanto, vai além de relatórios e planilhas, porque como ele próprio costuma dizer, “minha missão é construir pontes, não apenas gerenciar números”, e é nessa linha de pensamento que defende que a eficiência financeira abre espaço para novas formas de construir, para a incorporação de soluções sustentáveis e para a criação de modelos de negócio que democratizem o acesso à moradia.

Para Guilherme, crescimento sustentável não é apenas um conceito econômico, mas também humano e social, pois um orçamento bem estruturado e um fluxo de caixa sólido garantem competitividade ao mesmo tempo em que criam condições para projetos que tragam dignidade, qualidade de vida e impacto positivo a médio e longo prazo, já que o mercado imobiliário vai muito além da construção de casas, é, na verdade, sobre criar propósito e gerar alegria na vida das pessoas.
Com essa convicção, ele defende que a disciplina financeira deve ocupar o centro das estratégias no setor imobiliário, não como um exercício burocrático, mas como um verdadeiro pilar de transformação, porque para Guilherme Esteves a eficiência financeira é a base sobre a qual se pode erguer um mercado mais moderno, inovador e justo, capaz de gerar resultados consistentes e, ao mesmo tempo, transformar comunidades inteiras.
Referências:
Texto criado por Andre Luis
Supervisão jornalística aprovada por Nathalia Pimenta