Estamos em um momento de escassez global, inflação e incertezas, a OTG analisa a lógica do “trocar por novo” apontada para uma gestão de ativos de TI e como decisões automáticas elevam custos, ampliam o e-waste e põe em risco a sua operação.
Por anos, a gestão da infraestrutura de Tecnologia da Informação seguiu uma receita previsível: equipamentos com garantia vencida? A resposta automática era a troca por novos. No entanto, a realidade do mercado mudou drasticamente. Componentes vitais como memórias e chips viram seus custos dispararem, e em um momento de oferta restrita e inflação no setor tecnológico, a pergunta “Por que investir se posso manter?” deixou de ser uma provocação e se tornou uma urgência estratégica.
Especialistas de mercado são categóricos: este é, de fato, um momento desfavorável para investir em novos equipamentos sem uma análise aprofundada. A renovação automática não é apenas ineficiente; ela se tornou um ralo de dinheiro e um convite a problemas operacionais maiores e manter o parque de TI com suporte e manutenção especializados pode resultar em uma redução de até 30% nos custos operacionais!
Manter, portanto, emerge como a escolha estratégica para tempos incertos. E no contexto brasileiro, onde em 2026 se anuncia um ano de incertezas com feriados prolongados, eleições acirradas e a efervescência da Copa do Mundo, cada centavo e cada decisão estratégica adquirem peso dobrado. A previsibilidade financeira e operacional torna-se um ativo inestimável.
Afinal, o cenário é de forte pressão. Preços estratosféricos, a escassez global de componentes impulsionada pela voracidade da Inteligência Artificial, e prazos de entrega que se estendem até 2027 para componentes, não só apertam o caixa, essa conjuntura está limitando inclusive o crescimento de grandes Hyperscale, ameaçando o bom funcionamento dos seus sistemas, a estabilidade da infraestrutura essencial e impactando diretamente as entregas de demandas. Consequentemente, compromete a eficiência operacional e corrói o faturamento e a competitividade das empresas.
Mas, e se a decisão de manter, em vez de investir cegamente em equipamentos novos, for a chave não só para cortar custos, mas também para blindar sua empresa de riscos operacionais e garantir a continuidade de suas operações mais críticas? O momento é de se questionar tudo o que sabemos sobre a gestão de ativos de TI.
É por isso que a manutenção especializada, a locação de hardware de alta performance e a estratégia de adquirir seminovos de qualidade deixaram de ser meros “planos B” para assumir um papel central. Essas abordagens estendem a vida útil dos equipamentos, preservam investimentos já realizados e garantem estabilidade operacional sem a necessidade de gastar fortunas em um mercado inflacionado.
Empresas como a OTG demonstram o impacto real dessa mudança. Mais de mil toneladas de equipamentos foram poupadas do descarte prematuro ao longo de mais de 25 anos da empresa, seja prolongando seu uso, seja garantindo a destinação correta e certificada quando a substituição é inevitável. Isso significa menos lixo eletrônico, maior economia e a comprovação de uma gestão responsável.
Não podemos ter mais pontos cegos, com a sua TI em sintonia com o mercado, com a gestão adequada do ciclo de vida dos ativos de TI não é apenas uma questão financeira ou ambiental; é, acima de tudo, um indicador claro de maturidade organizacional. Integrar tecnologia, finanças e sustentabilidade em uma mesma estratégia não só reduz custos e riscos, mas eleva a governança e a credibilidade da sua empresa.
Com esse cenário tão complexo, a sua realidade é diferente dessa? Sua empresa já repensou a estratégia de gestão de ativos de TI? Compartilhe sua perspectiva! O futuro da sua infraestrutura e da sua reputação pode depender disso.
Fonte de dados: OTG, CNN, Olhar digital, GZM The real economy blog
