Roberta Bolchi fala sobre o italiano como linguagem de identidade e pertencimento



A professora ítalo-brasileira reflete sobre o idioma como espaço de encontro entre culturas e mostra que aprender uma língua é também aprender sobre si mesmo

 

Aprender uma língua é, de certa forma, aprender a existir de novo. Cada palavra carrega um modo de pensar, um gesto, um ritmo. O idioma é o que molda a forma como enxergamos o mundo e como nos colocamos nele. Para Roberta Bolchi, professora ítalo-brasileira e fundadora da Itália da Beta, essa percepção é o coração do ensino. “Ensinar um idioma é ajudar o aluno a encontrar a própria voz. Quando ele se expressa com confiança, ele deixa de traduzir e passa a pertencer.”

Roberta vive essa fusão de mundos desde a infância. Nascida em Lucca, na Itália, e criada em São Paulo, cresceu entre dois idiomas e duas culturas que se entrelaçaram de forma natural. Essa convivência deu origem a uma visão de ensino que vai muito além da gramática. “A língua é o espelho da cultura. Quando o aluno entende a emoção que existe por trás de uma frase, o aprendizado se torna real. Ele deixa de estudar regras e começa a viver o idioma.”

Sua trajetória profissional começou como intérprete e tradutora para empresas italianas que se instalaram no Brasil, como Parmalat, Pirelli, Polti e Cragnotti. Foi nesse ambiente, em que cada nuance de linguagem podia alterar o sentido de uma negociação, que Roberta percebeu o verdadeiro alcance da comunicação. “Traduzir não é apenas converter palavras, é traduzir intenções, contextos e sentimentos. Foi ali que percebi o poder da linguagem como ponte entre pessoas.”

Essa compreensão moldou o método que ela desenvolveu ao longo de mais de trinta anos de ensino. Na Itália da Beta, Roberta trabalha com uma abordagem consultiva, em que cada aluno tem um plano de estudos construído a partir de seus objetivos e da maneira como se relaciona com o idioma. O foco está na fluência funcional, a capacidade de pensar, agir e se comunicar em situações reais, seja em conversas do cotidiano ou em contextos profissionais. “A gramática está lá, mas a fluência nasce da escuta. É quando o aluno entende o outro e se faz entender que a língua se torna viva.”

Para Roberta, a empatia é o que sustenta o aprendizado. “O idioma é uma relação, não uma fórmula. O aluno precisa sentir que é ouvido, que pode errar, que sua história importa. Só assim o aprendizado se torna autêntico.” Essa visão reflete os valores que norteiam seu trabalho: acolhimento, empatia e autenticidade. São esses pilares que, segundo ela, tornam o processo leve e transformador, mesmo para quem chega inseguro ou desacreditado.

As histórias dos alunos são a prova disso. Há quem tenha descoberto um novo propósito profissional depois das aulas, quem tenha se preparado para viver na Itália e quem tenha simplesmente aprendido a se comunicar com mais liberdade. “A língua tem o poder de abrir espaços dentro da gente. Quando o aluno percebe que pode se expressar com naturalidade, ele ganha uma nova confiança, não só no idioma, mas em si mesmo.”

Mais do que ensinar italiano, Roberta ensina pertencimento. Cada aula é um encontro entre culturas, entre o que o aluno traz e o que ele descobre. “Aprender é uma forma de criar raízes. E o idioma é o terreno onde essas raízes crescem”, reflete.

No fim das contas, o que Roberta propõe é um aprendizado que une técnica e sensibilidade, capaz de transformar o ato de estudar em um gesto de reconhecimento. “Quando alguém aprende a falar outra língua, não está apenas ganhando vocabulário. Está aprendendo a ver o mundo com outros olhos.”

Quem quiser conhecer o trabalho de Roberta Bolchi pode entrar em contato pelo WhatsApp clicando aqui, acompanhar seus conteúdos no Instagram @robertabolchi

e também pelo Facebook: facebook.com/roberta.bolchi.

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