Relacionamentos modernos e violência invisível: como ferramentas como o Checki ajudam a romper o ciclo desde o início



Estudos mostram que a maioria dos casos de violência contra mulheres parte de parceiros afetivos. A prevenção, hoje, precisa começar muito antes da convivência e até mesmo antes do primeiro encontro

Os primeiros sinais raramente são óbvios. No início, pode parecer apenas um comportamento protetor demais, um comentário ciumento disfarçado de cuidado, uma tentativa de controlar horários ou roupas sob o pretexto de afeto. Em relacionamentos que surgem nas redes sociais ou em aplicativos de namoro, esse tipo de atitude muitas vezes passa despercebido até se transformar em algo mais perigoso.

A violência contra a mulher, na maioria das vezes, começa antes da primeira agressão física. Segundo a pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, divulgada em março de 2025 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha, 40% dos casos de violência foram cometidos por cônjuges, companheiros ou namorados. Mais de 8,9 milhões de brasileiras sofreram agressões físicas no último ano. E em 91% das vezes, essas violências ocorreram na presença de terceiros, como amigos, familiares ou até mesmo os próprios filhos.

Essa realidade levanta uma questão urgente: como identificar riscos antes que o ciclo da violência se instale? Em um contexto cada vez mais digital, ferramentas de prevenção têm ganhado protagonismo. Entre elas, o Checki vem chamando atenção por oferecer uma forma prática e sigilosa de verificar informações sobre pessoas com quem se pretende iniciar um relacionamento.

A proposta da plataforma é simples: cruzar dados públicos de maneira sigilosa e legal para gerar um relatório com histórico criminal, processos judiciais e uma pontuação de risco. Basta inserir o nome completo, telefone, data de nascimento ou CPF da pessoa para ter acesso a essas informações. Todo o processo é feito com base em fontes oficiais e respeita as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Embora recente, o Checki já foi utilizado por mais de 5 mil usuárias em todo o país. A maioria delas são mulheres entre 18 e 35 anos, muitas vezes conectadas a apps de relacionamento, mas também há casos de mães, amigas ou influenciadoras preocupadas em proteger pessoas próximas. Segundo a equipe da plataforma, diversos relatos indicam que encontros deixaram de acontecer após a descoberta de antecedentes relevantes.

Especialistas reforçam que a prevenção é uma das únicas formas efetivas de interromper o ciclo de violência antes que ele se instale. Isso inclui reconhecer padrões de comportamento abusivo, fortalecer redes de apoio e, sobretudo, garantir o acesso à informação. Para Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum de Segurança Pública, “as mulheres estão desprotegidas dentro de suas próprias casas, convivendo com os agressores que, na maioria das vezes, compõem seu círculo íntimo”.

Romper com esse ciclo exige mais do que coragem. Requer estrutura. Plataformas como o Checki surgem como um recurso adicional nesse caminho, não como substituto das políticas públicas ou do apoio institucional, mas como um recurso acessível para quem deseja tomar decisões com mais segurança.

A violência não começa com o tapa. Começa com o controle, com o medo, com a dúvida. E se a prevenção passa pela informação, saber com quem se está lidando é um passo necessário e possível antes de qualquer envolvimento.

Mais informações: checki.com.br.

 

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