Mais do que comandar uma operação, Gerlis Dutra decidiu liderar vidas — e o impacto disso vai muito além do faturamento
Liderar uma empresa é desafiador. Mas liderar pessoas exige algo ainda maior: consciência. Em um mercado acelerado como o varejo, onde a pressão por resultados pode engolir até os melhores planos, encontrar um caminho de crescimento sustentável passa por uma decisão muitas vezes esquecida — cuidar de quem faz tudo acontecer.
Foi com esse olhar que Gerlis Dutra da Silva Leite assumiu a liderança do Grupo Servilar. Ele não queria apenas expandir unidades ou melhorar indicadores — queria transformar a forma como a empresa se relaciona com seus colaboradores. E, com isso, gerar um impacto que fosse mais profundo do que qualquer gráfico de vendas.
“Liderar é criar condições para que outras pessoas descubram do que são capazes. É sobre abrir caminhos, e não apontar direções”, afirma Gerlis. E essa filosofia virou prática dentro da empresa: programas de desenvolvimento, reuniões diárias com foco emocional, treinamentos internos e oportunidades reais de crescimento para todos os níveis do time.

Um dos marcos mais fortes dessa trajetória é o programa “Minha Rota”, criado para ajudar gestores a desbloquearem barreiras emocionais e reconectarem-se com seus propósitos. Mais do que técnicas, é um espaço de escuta, fé e construção pessoal. Os reflexos foram imediatos: colaboradores mais centrados, engajados, produtivos — e, principalmente, realizados.
Também nasceu ali o Programa de Estágio Servilar, voltado a jovens do ensino médio da cidade de Tucumã (PA), que têm a chance de iniciar a vida profissional em um ambiente que respeita e impulsiona. Mais do que mão de obra, esses jovens são tratados como sementes de um futuro mais consciente.
Não à toa, dezenas de colaboradores que começaram em funções básicas hoje ocupam cargos de liderança e gestão. E não apenas pelo desempenho técnico, mas porque foram preparados emocionalmente para ocupar esse lugar — com maturidade, clareza e propósito.

Esse crescimento interno virou um dos pilares do grupo. Promover de dentro para fora virou cultura, não exceção. E o que poderia parecer apenas uma decisão de RH se mostrou um poderoso motor de resultados: com um time mais coeso, a empresa reduziu a rotatividade, aumentou a performance e bateu recordes de faturamento. Tudo isso, sem deixar a humanidade de lado.
Para Gerlis, é isso que transforma a liderança em legado. “A gente não leva números, mas pode deixar pessoas melhores do que quando chegaram. E se essas pessoas se tornarem líderes, o impacto se multiplica”, diz.
Esse modelo não é o mais simples — mas é o mais verdadeiro. Exige presença, paciência e fé. E é justamente aí que está o diferencial: fazer do ambiente de trabalho um espaço de transformação de vidas.
Transformar pessoas é o caminho mais sólido para transformar negócios.
* Texto criado por Andre Luis
* Supervisão jornalística aprovada por Nathalia Pimenta