A reviravolta silenciosa que salvou o cinema e consolidou Kleber Ribeiro Silva como uma das referências mais sólidas do país em infraestrutura crítica
Quando o Topázio Cinemas anunciou que iniciaria a maior transformação tecnológica de sua história, atualizando sistemas, modernizando servidores, redesenhando fluxos e migrando parte de sua operação para uma arquitetura híbrida, havia uma preocupação que rondava a diretoria do grupo: como realizar uma mudança dessa magnitude sem interromper a programação, sem falhas de bilheteria e sem colocar em risco a experiência do público, especialmente em um setor que vive de tempo real, fidelidade e emoção, e foi nesse contexto de alta pressão que o nome de Kleber Ribeiro Silva surgiu não como fornecedor, mas como solução, já que o empreendedor autodidata que fundou a NK3 IT em 2005, após anos atendendo PMEs que não podiam parar nem por alguns minutos, havia construído justamente a reputação de preservar continuidade mesmo em cenários críticos, e essa característica seria decisiva para um cinema que, em plena era da digitalização acelerada, precisava garantir que nenhuma sessão deixasse de ser exibida.
Desde o início, a operação chamou atenção pelo nível de risco embutido nas etapas de transição, porque o Topázio estava trocando computadores, atualizando software mas pra além disso, reestruturando toda a espinha dorsal de TI que sustentava bilheterias, projeções digitais, sistemas de gestão, streaming interno de conteúdo e integrações com distribuidores, e foi nesse terreno que Kleber aplicou a metodologia que desenvolvera ao longo de vinte anos de prática intensa em ambientes industriais e corporativos: avaliação profunda em múltiplas dimensões, mapeamento de workloads críticos, desenho de migração por ondas e um planejamento que priorizava um princípio central do NK3 Hybrid Framework “zero downtime”, expressão que ele repete com naturalidade quando explica sua filosofia de projeto e que, segundo ele, “não é uma meta técnica, mas um compromisso com o negócio do cliente, porque TI só faz sentido quando protege o que é essencial”.

A primeira etapa, conduzida pela equipe da NK3 IT, envolveu mapear dependências ocultas que poderiam gerar falhas em cadeia durante a modernização, já que cinemas dependem de sistemas sincronizados para garantir que ingressos vendidos correspondam a projeções disponíveis, que atualizações de catálogo ocorram em minutos e que relatórios financeiros sejam consolidados com precisão; esse mapeamento, baseado no assessment em cinco dimensões criado por Kleber, permitiu identificar pontos frágeis antes que eles se transformassem em problemas reais e, mais do que isso, orientou uma migração faseada que manteve equipamentos antigos funcionando enquanto o novo ambiente era ativado aos poucos, garantindo que, no período mais delicado da transição, o público sequer percebesse o que estava acontecendo nos bastidores.
Com o cronograma em andamento, a NK3 IT passou a atuar como uma espécie de torre de controle, monitorando em tempo real cada componente da infraestrutura do Topázio, desde servidores de aplicação até switches de comunicação e estações de atendimento, utilizando dashboards que acompanhavam desempenho, latência, disponibilidade e incidentes, e, enquanto a equipe técnica do cinema se concentrava na operação diária, a NK3 antecipava eventuais falhas, corrigia rotas e equilibrava cargas para evitar lentidão nos horários de pico, um trabalho invisível, mas vital, que sintetiza a especialidade de Kleber: garantir que negócios que não podem parar continuem funcionando mesmo em meio a mudanças profundas.
O ponto decisivo do projeto ocorreu na virada das bilheterias digitais para o novo ambiente híbrido, quando qualquer instabilidade poderia gerar filas, insatisfação ou prejuízo direto, e foi nesse momento que o método de migração em ondas demonstrou sua força, porque a NK3 ativou primeiro um ambiente espelho, testou fluxos completos, simulou transações e só então promoveu a virada definitiva, entregando ao Topázio estabilidade e um sistema mais rápido, seguro e escalável, mantendo as portas abertas e as sessões em cartaz durante toda a jornada de transformação, algo que poucos projetos desse porte conseguem realizar sem impacto perceptível para o público.
Com a transição concluída, os resultados se tornaram evidentes: redução expressiva de incidentes críticos, aumento de uptime para patamares próximos de 99,5%, maior velocidade nos processos internos e um ambiente preparado para as próximas décadas do setor de exibição, que se reinventa em ritmo acelerado, e, para Kleber, o case do Topázio não foi apenas mais um projeto, mas a prova concreta de que a combinação entre método, experiência real e responsabilidade técnica pode preservar operações sensíveis mesmo em momentos de ruptura tecnológica, reforçando uma autoridade construída ao longo de duas décadas sem depender de formação acadêmica tradicional, mas de execução consistente, estudo contínuo e capacidade de traduzir tecnologia em impacto direto para negócios que precisam funcionar todos os dias.

Hoje, ao relembrar o case, Kleber afirma que “um cinema não exibe apenas filmes, ele entrega experiência, e qualquer minuto perdido significa quebra dessa experiência; por isso, quando assumimos o projeto, sabíamos que tínhamos a obrigação de entregar uma transição invisível para o público”, frase que resume o sucesso no Topázio e a razão pela qual sua reputação se consolidou no setor: a habilidade rara de transformar complexidade técnica em continuidade operacional, garantindo que, mesmo quando tudo muda por dentro, o essencial permaneça no caso do cinema, a luz que se apaga, a tela que se acende e a história que começa a ser contada.
* Texto criado por Andre Luis
* Supervisão jornalística aprovada por Nathalia Pimenta