Rede MetAMORfose consolida modelo de telemedicina após investimento da USP



Criada na pandemia, a rede estruturou seu crescimento ao conectar profissionais de saúde e pacientes de forma direta

 

Quando o isolamento social interrompeu atendimentos presenciais durante a pandemia, a telemedicina deixou de ser alternativa e passou a ser necessidade. Para muitos pacientes, tornou-se a única forma de manter acompanhamento médico, psicológico ou nutricional. Para profissionais de saúde, o período exigiu a reorganização completa da rotina de atendimento e da relação com o paciente.

“A experiência está sendo ótima com a plataforma e a atenção com os pacientes, sempre atualizando com novidades e dicas!” disse Paulo Henrique, psicólogo parceiro da Rede MetAMORfose de telemedicina. A Rede surgiu em 2020 a partir dessa mudança abrupta na forma de acessar e oferecer cuidados em saúde. A iniciativa nasceu com o objetivo de viabilizar o acesso à saúde de maneira rápida e segura, sem perder o vínculo humano do cuidado. Desde o início, a proposta foi estruturar um modelo capaz de aproximar profissionais e pacientes, com processos claros, autonomia no atendimento e respeito às decisões de ambas as partes.

“Acredito que a saúde deve ser acessível para todos. Quando um paciente entra em uma sessão, ele está pronto para melhorar de vida”, afirma Luiza Fogaça, fundadora e CEO da MetAMORfose. Para ela, a tecnologia precisa servir à experiência humana. “O digital encurta a distância física, mas é o acolhimento que elimina a distância emocional.”

A consolidação do projeto ganhou um marco em 2023, quando a rede recebeu investimento da Agência USP de Inovação para desenvolver sua estrutura de telemedicina com foco na Europa. O aporte contribuiu para o fortalecimento tecnológico e organizacional da empresa. Nos anos seguintes, a MetAMORfose participou de programas de mentoria do Google for Startups, em 2024, e da Microsoft for Startups, em 2025, ampliando sua maturidade operacional.

Atualmente, a rede conecta profissionais de saúde, como psicólogos, nutricionistas e médicos clínicos gerais, a pacientes que buscam atendimento online. Os profissionais integram a plataforma por meio de planos mensais, definidos conforme o número de conexões garantidas com pacientes. Em todos os formatos, mantêm autonomia para definir valores, agenda, forma de pagamento e duração das consultas.

O contato entre profissionais e pacientes é feito de forma direta, com consentimento explícito para o compartilhamento de informações, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados. A rede atua como facilitadora dessa conexão, sem intermediar a consulta ou a relação clínica.

Já a entrada de novos profissionais ocorre por meio de um processo seletivo conduzido via WhatsApp, que busca avaliar alinhamento de propósito, clareza na atuação e compromisso com a qualidade do atendimento oferecido.

Segundo Luiza, o papel da rede não é intermediar a consulta, mas estruturar relações sustentáveis. “Queremos que os profissionais cresçam conosco e que os pacientes encontrem um espaço seguro para dar continuidade ao cuidado”, explica.

Relatos de pacientes apontam para a continuidade do acompanhamento e para a percepção de acolhimento desde o primeiro contato. Profissionais parceiros também destacam a agilidade no suporte e a clareza na comunicação ao longo do processo, fatores que contribuem para relações de longo prazo dentro da rede.

Com atendimento integralmente online, a MetAMORfose permite que profissionais atendam pacientes localizados em até 33 países, com destaque para brasileiros que vivem fora do Brasil. O alcance internacional reflete a natureza digital do serviço e o trabalho em andamento para estruturar a expansão da rede.

A trajetória da MetAMORfose indica uma etapa de amadurecimento da telemedicina, em que crescimento passa menos por promessas e mais por processos bem definidos, validações institucionais e relações consistentes entre quem cuida e quem busca cuidado.

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