Com quase 72 milhões de inadimplentes, levantamento divulgado pelo Jornal Nacional em setembro de 2025 expõe a dimensão do endividamento no país.
O Brasil atingiu o maior índice de inadimplência desde 2015. Dados do Indicador de Inadimplência de Pessoas Físicas, da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil, divulgados pelo Jornal Nacional em setembro de 2025, apontaram que quase 72 milhões de brasileiros estão com contas em atraso. O número representa 43% da população adulta do país.
Além da quantidade expressiva, o levantamento revelou outro dado preocupante: o tempo de permanência na inadimplência aumentou. Dívidas com atraso entre três e quatro anos cresceram quase 40% em 12 meses, sinalizando dificuldade prolongada de reorganização financeira.
Para mulheres empresárias, o impacto costuma ser direto. Nome negativado compromete acesso a crédito, negociação com fornecedores e planejamento de expansão. Em muitos casos, a restrição impede a formalização de novos contratos ou a obtenção de capital de giro.

Diante do aumento recorde da inadimplência, iniciativas de regularização de dívidas ganharam relevância nacional. Estima-se que o Limpa Nome já beneficiou mais de 70 milhões de pessoas ao longo dos últimos anos, permitindo a renegociação de débitos e a retomada do acesso ao mercado de crédito. A expectativa é que, com o número elevado de inadimplentes, essas alternativas continuem sendo buscadas em 2026.
Apesar disso, ainda há desinformação sobre as possibilidades legais disponíveis quando a renegociação tradicional não resolve o problema. A regularização por meio de ação judicial é uma das alternativas previstas em determinadas situações, especialmente quando existem questionamentos sobre cobranças ou prazos.
A consultora Margareth Pavão, que atua nacionalmente, afirma que muitas pessoas desconhecem esse caminho ou têm receio por falta de orientação adequada.
“Existe muita informação desencontrada sobre o que é possível fazer quando a dívida já comprometeu o nome por um longo período. A orientação correta permite que a pessoa entenda seus direitos e avalie as alternativas legais disponíveis”, afirma.
Segundo ela, cada situação exige análise individual e acompanhamento atento. “Cada caso tem uma realidade diferente. O atendimento precisa ser claro e respeitoso, principalmente quando falamos de mulheres que sustentam suas famílias ou seus negócios.”
O crescimento da inadimplência prolongada indica que a reorganização financeira exige mais do que acordos pontuais. Informação qualificada e compreensão dos instrumentos legais disponíveis tornam-se parte do planejamento econômico de quem busca estabilidade.
Com quase metade da população adulta enfrentando restrições no nome, a discussão sobre regularização financeira tende a permanecer no centro do debate econômico em 2026, acompanhando um cenário que ainda desafia milhões de brasileiros.
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