Cantora brasileira radicada em Los Angeles, Annick Nicoli, lança novos singles e amplia presença internacional



Com repertório autoral em inglês e português, a artista destaca-se no pop pela sua versatilidade sonora e por abordar amor, diversidade e o papel da mulher na sociedade

A cantora e compositora brasileira Annick Nicoli, atualmente radicada na Califórnia, vem consolidando sua carreira internacional com uma sequência de lançamentos que unem pop contemporâneo, narrativa autoral e engajamento social. Após ultrapassar a marca de 100 mil reproduções com o single “Cheia de Graça, né” e se apresentar em palcos de Los Angeles, a artista lançou recentemente “Date Train”, música em inglês que reflete os desafios de viver entre dois países.

Produzida por Jonny Maia (quatro vezes vencedor do Grammy Latino e com 16 indicações ao prêmio), a faixa traz influências do pop internacional com destaque para solos de guitarra e uma abordagem íntima sobre relacionamentos à distância e deslocamento emocional.

A música foi escrita durante um período de transição na vida da artista, quando precisou interromper temporariamente seus estudos nos Estados Unidos e retornar ao Brasil.

“Quando tive que pausar minha faculdade por um ano e voltar para o Brasil, fiquei mais próxima da minha família, mas ao mesmo tempo me senti muito isolada por estar distante das minhas amizades e da minha vida nos EUA. Escrevi ‘Date Train’ logo depois de um encontro que tive naquela época — inclusive compartilhei um vídeo desse momento. Esse date, junto com tudo que eu estava vivendo, acabou se transformando na música”, conta Annick.

Recentemente, Annick também apresentou o clipe de “Verão”, gravado nas escadarias do Theatro Municipal de São Paulo, em parceria com o Coral da Câmara LGBT+ do Brasil. O projeto aborda temas como identidade, pertencimento e diversidade, ampliando o alcance social de seu trabalho.

A canção nasceu de um processo pessoal de autoconhecimento da artista e aborda um romance marcado pela descoberta da sexualidade e pelos desafios impostos pela pressão social.

“É sobre um amor em que uma pessoa está pronta para abraçar a própria sexualidade e a outra não. Elas viveram um verão juntas, mas uma voltou para uma realidade onde ainda não estava pronta para assumir quem era. É um romance bonito, mas não correspondido porque apenas um lado estava pronto para viver essa verdade”, explica Annick.

Annick conta com um repertório em português e em inglês. Em trabalhos anteriores, como “Cheia de Graça, né”, a artista abordou o assédio e a hipersexualização da mulher brasileira, enquanto em “Flower Girl” refletiu sobre o processo de crescer sendo mulher. Agora, com “Verão”, ela aprofunda o diálogo com a comunidade LGBTQIAPN+, reforçando seu compromisso artístico com pautas contemporâneas.

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