A trajetória de Elaine Duarte Figueiredo começa no Rio de Janeiro, onde ela compreendeu muito cedo que a farmácia pode ser um dos pontos mais pulsantes da saúde pública, funcionando como espaço de acolhimento, orientação e vigilância sanitária em meio às urgências da vida urbana, e foi nesse cenário que, ainda como proprietária de uma farmácia comercial, percebeu que o ato de dispensar medicamentos exige preparo técnico e sensibilidade humana, despertando o desejo de aprofundar seus conhecimentos ao iniciar a graduação em Farmácia na Universidade Estácio de Sá e depois transferir-se para o Centro Universitário Augusto Motta, onde viveu cinco anos de formação intensa marcados por congressos, palestras, cursos do Conselho Regional de Farmácia, atividades voluntárias e estágios em farmácia hospitalar, drogaria comercial, manipulação e indústria, afirmando que “eu entendi desde o início que o farmacêutico precisa estar onde as pessoas estão, porque muitas vezes somos o primeiro contato do paciente com o sistema de saúde e isso exige responsabilidade e presença”.
Ao concluir a graduação em 12 de setembro de 2015, Elaine ingressou imediatamente no mercado de trabalho atuando em farmácias comerciais do Rio de Janeiro, conciliando jornadas duplas com um compromisso crescente com o cuidado clínico, enquanto iniciava a pós-graduação em Prescrição Farmacêutica e Farmacologia Clínica no Centro Universitário Celso Lisboa, realizada entre outubro de 2015 e agosto de 2017, período em que desenvolveu um método de atendimento baseado em escuta qualificada e análise rigorosa do receituário, reforçando que “cada paciente chega com uma história, uma dúvida ou um medo, e orientar corretamente pode evitar erros graves, por isso eu trato cada atendimento como uma oportunidade de proteger alguém”.

Sua experiência se ampliou com a responsabilidade técnica em farmácias comerciais, onde gerenciou equipes, organizou estoques, conduziu compras e assumiu integralmente o controle dos medicamentos regulamentados pela Portaria 344, que incluem substâncias como psicotrópicos, entorpecentes e anabolizantes, realizando conferência detalhada, assinatura obrigatória, registros e envio de informações à Anvisa, rotina que, segundo ela, demanda disciplina constante, porque “um medicamento controlado não pode sair sem checagem minuciosa, e o farmacêutico precisa ser o guardião desse processo para que a segurança do paciente nunca seja comprometida”.
Durante a pandemia, quando a farmácia se tornou refúgio e primeiro ponto de esclarecimento para milhares de brasileiros, Elaine enfrentou a linha de frente atendendo pacientes aflitos, interpretando prescrições sob pressão e evitando riscos em um momento em que a desinformação se espalhava rapidamente, experiência que ela descreve com emoção ao lembrar que “as pessoas chegavam com medo e buscavam respostas, e era nosso dever acolher, orientar e manter a calma mesmo diante do desconhecido, porque a farmácia virou para muitos a única porta aberta”.
Embora sua carreira tenha sido construída integralmente no Brasil, a amplitude técnica de sua atuação, que combina atendimento clínico, gestão, responsabilidade sanitária e visão humana, projeta Elaine para oportunidades internacionais que valorizam modelos avançados de cuidado farmacêutico, algo que ela própria reconhece ao afirmar que “eu ainda quero levar tudo o que aprendi para novos contextos, porque o cuidado com o paciente é universal e o farmacêutico pode contribuir muito em qualquer lugar do mundo”.

Assim, sua trajetória consolida a farmácia como célula estratégica da saúde pública e revela uma profissional que acredita no poder transformador da orientação correta, da presença constante e do compromisso diário com o bem-estar coletivo, reafirmando que “cuidar das pessoas é o que move minha trajetória e é isso que me faz seguir evoluindo todos os dias”.
Texto criado por Andre Luis
Supervisão jornalística aprovada por Nathalia Pimenta