Escolher o regime tributário errado pode custar caro. Veja como identificar se sua empresa está pagando mais impostos do que deveria — e o que fazer para corrigir isso a tempo
Cerca de 60% das empresas brasileiras fecham as portas antes de completar cinco anos, segundo dados do IBGE. Entre os principais motivos estão falhas de gestão, desorganização financeira e, especialmente, decisões tributárias mal planejadas, que comprometem o fluxo de caixa e expõem o negócio a riscos fiscais.
Mas será que a sua empresa está seguindo o caminho certo? Ou está entre as muitas que pagam mais impostos do que deveriam — simplesmente por falta de orientação especializada?
Essa é uma situação mais comum do que se imagina, como aponta Gilberlan Vieira da Rocha, contador e consultor com mais de uma década de atuação no apoio a micro e pequenas empresas no Rio de Janeiro. “Muitos empreendedores se preocupam com marketing, vendas, contratação, mas esquecem de olhar para a estrutura tributária, que impacta diretamente no lucro. Às vezes, o problema não está nas vendas — está na forma como o negócio é tributado”, explica.
É com esse olhar estratégico que Gilberlan fundou a NASA Contadores, escritório especializado em consultoria tributária, estrutura contábil e suporte à tomada de decisões, com foco em empresas de pequeno porte. Sua atuação vai além da contabilidade tradicional: ele ajuda empresários a compreenderem os impactos fiscais das decisões diárias e a adotarem uma gestão mais eficiente e segura.
Um dos pontos críticos desse processo está na escolha do regime tributário. A decisão entre Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, muitas vezes feita sem análise técnica, pode definir se a empresa terá margem para crescer ou ficará estagnada. “É comum o empresário optar pelo Simples Nacional sem avaliar se realmente é o mais vantajoso. Em muitos casos, o Lucro Presumido ou até o Lucro Real traria uma economia significativa — mas poucos fazem esse cálculo”, alerta o especialista.
Para evitar esse tipo de erro, Gilberlan oferece um acompanhamento personalizado. Antes de qualquer definição, ele realiza um diagnóstico detalhado do negócio, considerando o setor de atuação, volume de faturamento, margem de lucro e projeções futuras. A partir dessa análise, propõe ajustes que garantem eficiência tributária sem abrir mão da segurança jurídica.
Essa abordagem consultiva tem ajudado diversas empresas a corrigirem distorções e até mesmo a se recuperarem financeiramente. “Cada modelo tributário tem regras e implicações diferentes. Muitos escolhem pelo que parece mais fácil, mas essa decisão, se for mal orientada, pode custar caro no longo prazo”, reforça Gilberlan, que também é Mestre em Administração pela MUST University (EUA) e atua com planejamento tributário desde 2008.
Outro ponto de atenção é a falta de atualização da estrutura contábil. À medida que a empresa cresce, é natural que seu modelo de gestão precise evoluir. No entanto, muitos negócios mantêm a mesma estrutura fiscal e contábil desde o início, mesmo com aumento no faturamento e nas operações. “Negócios que crescem sem reavaliar sua estrutura acabam pagando mais impostos ou se tornando vulneráveis a autuações fiscais”, pontua.
Para Gilberlan, o papel da contabilidade é ir além da burocracia. Quando usada de forma estratégica, ela se torna uma aliada poderosa na tomada de decisões. “O empresário não precisa dominar contabilidade. Ele precisa entender os efeitos de cada escolha. Quando isso acontece, o crescimento vem com muito mais segurança”, conclui.
Texto criado por Andre Luis
Supervisão jornalística aprovada por Nathalia Pimenta