Apoio psicológico é fundamental durante tratamentos de reprodução assistida



Crédito: Jonas Lavarini.

 

Coordenadora de psicologia da clínica Huntington Pró-Criar alerta para a importância do cuidado emocional dos pacientes

O tratamento para a infertilidade é, muitas vezes, o último recurso para muitas famílias que sonham com a chegada de um filho biológico. Nesse processo, homens e mulheres podem passar por uma grande sobrecarga física e psíquica, que envolve tempo, altos investimentos financeiros e mudanças significativas na rotina.

“Contar com apoio psicológico é de grande importância durante todo o tratamento de fertilidade. O desejo pela chegada de um filho vem acompanhado de expectativas, medos, inseguranças e angústias, que, se não trabalhados, podem se transformar em fontes de muito sofrimento”, alerta a coordenadora de psicologia da Huntington Pró-Criar, Cássia Avelar.

Segundo a psicóloga, a excessiva carga emocional pode até mesmo atrapalhar o tratamento, afetando a saúde dos pais e do bebê. Na opinião de Cássia, é muito importante que as clínicas de reprodução assistida ofereçam suporte emocional aos seus pacientes. “O tratamento envolve uma série de questões, que passam pela vida afetiva e sexual daquele casal ou paciente. É preciso se preparar para essa fase, tendo sempre muita calma e compreensão para conseguir equilibrar o bem-estar e as necessidades de cada um”, ressalta.

Cuidando da mente e do corpo

Cássia Avelar destaca que, além de cuidar da mente, o cuidado com o corpo também se faz importante. Atividades físicas, como a prática de esportes, meditação, corrida, dança, dentre outras, também ajudam no alívio das tensões físicas e emocionais.

Outro fator destacado pela psicóloga pode ser dedicar-se a alguma atividade diferente da rotina que o paciente está acostumado, como por exemplo pintura, bordado, música, artesanato. “São atividades que demandam concentração para executá-las, além de estimularem a produção dos chamados hormônios da felicidade, como a endorfina, a serotonina, a dopamina e a oxitocina”, afirma.

Outra dica citada por Cássia é aproveitar para ler livros, assistir a filmes e séries, conhecer lugares novos, ir a parques e museus, programas que normalmente são deixados de lado na correria do dia-a-dia. “Todas essas atividades, além do apoio da família e amigos, vinculado ao auxílio psicológico especializado, influenciam de forma muito positiva. O importante é não passar por esse processo sozinho e sem nenhum tipo de apoio emocional”, finaliza.

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