Prefeitura de Belo Horizonte abre inscrições de projetos artístico-culturais para uso dos teatros públicos da cidade

Foto: Teatro Francisco Nunes - Credito: @RicardoLaf.

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, abriu edital visando à seleção de projetos artístico-culturais para uso de três teatros públicos municipais – Teatro Francisco Nunes, Teatro Marília e Espaço Cênico Yoshifumi Yagi/Teatro Raul Belém Machado -, com previsão inicial de ocupação de junho a dezembro de 2021, período que poderá ser alterado conforme o avanço da pandemia da Covid-19 na cidade.

Podem ser inscritas propostas nas categorias Artes Cênicas, Música e Outras Linguagens Artísticas, dentro dos segmentos apresentação artística, mostra, festival, congresso, seminário e simpósio. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de 18 a 29 de março, por meio da plataforma online Mapa Cultural BH. O edital completo e o link para inscrições estão disponíveis no portal da Prefeitura – prefeitura.pbh.gov.br/licitacoes/fmc.

Na publicação, uma das novidades é que o edital será considerado de ‘fluxo contínuo’, ou seja, para as próximas seleções, não haverá a necessidade da publicação de um novo edital, mas, apenas, a abertura de uma nova janela para inscrições. A seleção dos projetos artísticos que ocuparão os teatros públicos da cidade se dará de forma intermitente, a cada seis meses.

Com o novo formato de edital, será possível otimizar a seleção dos projetos artísticos, com um processo mais simples e direto, menos burocrático. O objetivo é potencializar o acesso a estes espaços, especialmente pela produção cultural de Belo Horizonte.

Secretária municipal de Cultura e presidenta interina da Fundação Municipal de Cultura, Fabíola Moulin destaca que a publicação do edital integra as ações de fomento ao setor cultural e planejamento da retomada das atividades da cultura pela Prefeitura de Belo Horizonte, ainda que adequações possam ser necessárias conforme o avanço da pandemia na cidade. “A produção artística e cultural vive, desde o início da pandemia, um cenário complexo e desafiador, especialmente pelo modo como se dá a fruição pelo público da maior parte das atividades, que demandam o encontro presencial. O último ano, no entanto, foi também um período de aprendizados, quando foram desenvolvidos protocolos e novas formas de encontro com o público, tendo sempre a preservação da saúde em foco. Com a publicação deste edital, neste momento, buscamos nos preparar e planejar a retomada das atividades culturais na nossa cidade, o que, evidentemente, somente ocorrerá com a segurança necessária dos artistas, equipes de produção e do público”, explica Fabíola Moulin.

A previsão inicial é de que as propostas selecionadas componham a programação dos teatros públicos de junho a dezembro de 2021, observando o horário de funcionamento de cada um dos teatros, bem como a ocupação por meio de projetos da Fundação Municipal de Cultura. Caso o isolamento social, como forma de prevenção à Covid-19, esteja em vigor na cidade de Belo Horizonte no período da apresentação, o poder público poderá promover o adiamento ou cancelamento da apresentação presencial. Na possibilidade dos protocolos sanitários estarem vigentes na época da ocupação, cada Teatro irá operar com até 50% de sua capacidade de público e haverá marcação de assentos, visando garantir o distanciamento social. A movimentação dentro do espaço também será adaptada para evitar aglomerações e o uso de máscaras será obrigatório durante o período de permanência.

Podem participar proponentes de todo território nacional, nas modalidades pessoa física, microempreendedor individual, pessoa jurídica e coletivo de artistas de pessoas físicas.

Teatro Francisco Nunes

Sediado no Parque Municipal, o Teatro Francisco Nunes, inicialmente chamado “Teatro de Emergência”, foi inaugurado em 1950. Seu nome é uma homenagem ao grande clarinetista e maestro mineiro Francisco Nunes (1875-1934), que criou a Sociedade de Concertos Sinfônicos de Belo Horizonte e dirigiu o Conservatório Mineiro de Música. O palco do Teatro Francisco Nunes também abrigou o nascimento do moderno teatro mineiro em suas mais variadas tendências, como os trabalhos de João Ceschiatti, João Etienne Filho, Jota Dangelo e Haydée Bittencourt. Hoje, com capacidade para 525 lugares na plateia, o Teatro Francisco Nunes recebe variados espetáculos e eventos de âmbito nacional e internacional, como o Festival Internacional de Teatro Palco & Rua (FIT-BH), Fórum Internacional de Dança (FID), Festival de Arte Negra (FAN), Verão de Arte Contemporânea, Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, entre outros. O Teatro é tombado pelo Patrimônio Cultural do Município desde o ano de 1994.

Capacidade atual atendendo aos protocolos de saúde: 200 lugares.

Teatro Marília

O Teatro Marília nasceu como propriedade da Cruz Vermelha brasileira, tendo ficado sob sua responsabilidade durante 15 anos. Concebido como auditório da sua Escola de Enfermagem, foi inaugurado em 1964. Ainda nas décadas de 60 e 70, foi referência e ponto de encontro para artistas, intelectuais e boêmios, afirmando-se como importante espaço teatral no circuito nacional e possuindo uma das caixas cênicas mais harmoniosas da cidade. Em 1991, o Teatro foi tombado pelo Patrimônio Cultural do Município para uso cultural. Neste mesmo ano, passou a ser administrado pela Prefeitura de Belo Horizonte. Em 2014, passou por uma restauração, ganhando mais 71 lugares, novas cadeiras e tratamento acústico, intervenções que tiveram o objetivo de proporcionar mais conforto ao público e aos artistas. Sua lotação atual é de 256 pessoas.

Capacidade atual atendendo aos protocolos de saúde: 85 lugares.

Espaço Cênico Yoshifumi Yagi/Teatro Raul Belém Machado

O Teatro Raul Belém Machado leva esse nome em homenagem ao premiado cenógrafo e professor, figura fundamental das artes cênicas em Minas Gerais. O teatro integra o Espaço Cênico Yoshifumi Yagi, situado no Bairro Alípio de Melo. O espaço cultural, fruto do esforço da comunidade do entorno, nas deliberações do Orçamento Participativo 2007/2008, foi entregue pela PBH à FMC em 2013. O nome do espaço é uma homenagem ao imigrante japonês Yoshifumi Yagi, antigo morador do bairro Alípio de Melo, que protagonizou diversas iniciativas pela melhoria da qualidade de vida e do desenvolvimento cultural da região. O Teatro Raul Belém Machado, idealizado como arena, tem capacidade máxima de 155 pessoas.

Capacidade atual atendendo aos protocolos de saúde: 55 lugares.

SERVIÇO

Edital de Chamamento Público Para Autorização de Uso dos Teatros Públicos Municipais 2021

Teatro Francisco Nunes | Teatro Marília |Espaço Cênico Yoshifumi Yagi/Teatro Raul Belém Machado

Inscrições: de 18 a 29 de março de 2021

prefeitura.pbh.gov.br/licitacoes/fmc

INSCRIÇÕES GRATUITAS

Informações para o público[email protected]

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