CEFART realiza aulas on-line para compartilhar processos criativos dos espetáculos de Formatura do curso de Dança

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Imagem do corpoterritório - crédito divulgação

Serão realizados quatro encontros semanais, ao longo do mês de junho

Professores da Escola de Dança do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart) junto com os formandos 2020 do Curso Técnico em Dança oferecem ao público uma série de aulas abertas, ao longo do mês de junho. O objetivo é expor e discutir o processo criativo e parte da preparação corporal realizada para os dois espetáculos de formatura intitulados “corpoterritório” e “BENNU”, criados, respectivamente, nos formatos de videodança e filme, em razão da pandemia. Previstas para estrearem em julho, as duas obras têm como fio condutor o tema da psicodelia, sugerido pelos próprios formandos. Ao todo, serão quatro encontros transmitidos ao vivo pelo canal de YouTube da FCS nos dias 8, 15, 22 e 29 de junho, sempre às terças-feiras, às 20h. A atividade é gratuita, livre para todos os públicos e dispensa inscrição.

Na abertura do projeto (8/06), a professora do Cefart e diretora de “corpoterritório”, Anna Vitória Alves, participará de um bate-papo com as alunas e os alunos respondendo perguntas do público sobre o processo criativo da videodança, que explora o corpo como território plural de criação.

“corpoterritório se propõe a explorar territórios diversos a serem habitados no corpo, partindo da psicodelia como provocação e desejo de investigação. Neste trabalho, marcado pelo atravessamento entre a dança e o audiovisual, cada corpoterritório transita por diferentes vias de fragmentos, limites, contornos, fronteiras, buscando conexões que sustentem o corpo como espaço plural de composições, processos e criações. Questões que se fazem necessárias e urgentes, ainda mais em tempos de incertezas maiores, potencializadas por mais de um ano de pandemia”, revela Anna Vitória Alves.

No dia 15, Léo Garcia e Naline Ferraz, bailarinos da Cia. de Dança Palácio das Artes, diretores convidados de BENNU, participarão do segundo bate-papo da série também abordando os processos criativos do filme, que tratam de questões que envolveram os formandos a partir da pandemia. BENNU, título do filme, é inspirado no nome de uma antiga ave mitológica egípcia associada ao Sol, à criação e ao renascimento.

“BENNU foi uma tentativa de mergulho nos conflitos de cada formando neste período de pandemia, entendendo que a nossa relação se deu através da plataforma Zoom, uma sala de reunião virtual. E foi a partir desses encontros com eles que eu e o Léo Garcia conseguimos desenvolver esse filme, no palco do Grande Teatro, gravando individualmente com cada um dos 14 artistas. BENNU é uma orquestra coreográfica, que tricota as angústias e os desejos de cada formando, utilizando-se de uma narrativa permeada pela psicodelia”, revela Naline Ferraz, bailarina que se formou no Curso Técnico em Dança do Cefart, em 2010, e hoje dirige uma obra de formatura da Escola.

Já nos dois últimos encontros, dias 22 e 29 de junho, o público poderá acompanhar parte do processo de preparação corporal dos formandos. Nas aulas, as professoras Bete Arenque e Patrícia Werneck ministrarão técnicas de dança clássica que visam desenvolver a flexibilidade, a velocidade, a força e a resistência aeróbica.

Curso Técnico em Dança, do Cefart – Com o objetivo de formar bailarinos com conhecimento artístico e técnico, o Curso Profissionalizante de Dança oferecido pelo Cefart conta com duração de três anos e é destinado a jovens que estejam cursando ou já concluíram o ensino médio.

No curso são oferecidas disciplinas práticas de técnicas de dança clássica e dança contemporânea, teorias de apreciação musical, anatomia e noções de fisioterapia aplicadas à dança, dança folclórica, caracterização cênica, história da dança e metodologia de ensino, dentre outras.

Durante o curso, os alunos têm a oportunidade de se apresentarem em remontagens com repertório clássico ou em coreografias inéditas, criadas por professores da Escola de Dança do Cefart, ou por coreógrafos convidados. Os alunos também vivem as experiências de encenarem trabalhos autorais nas Mostras de Estudos Coreográficos e Mostras de Composição em Arte, além de participarem de diversos concursos e festivais de dança.

Governo de Minas Gerais / Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam Aula aberta – Dança Clássica, que tem a correalização da APPA – Arte e Cultura e patrocínio master da Cemig e Unimed-BH / Instituto Unimed-BH¹, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

¹ O patrocínio da Unimed-BH e do Instituto Unimed-BH é viabilizado pelo incentivo de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores.

Sobre Anna Vitória Alves: Anna Vitória Alves é artista da Dança, licenciada pela primeira turma do Curso de Dança da Escola de Belas Artes da UFMG, com atuação na área docente desde 2010. Desde 2017 integra o quadro de professores do Cefart. Entre 2013 e 2018, integrou o elenco do projeto de formação Dança Jovem. Entre 2013 e 2016, participou como bailarina criadora e intérprete em festivais de dança na França e na Espanha. Em 2019, dirigiu o trabalho “Narrativas de Si, Poéticas de Nós” para o espetáculo de formatura do curso Técnico em Dança. Como pesquisadora, compartilhou suas investigações sobre a Dança na Educação Básica em seminários e colóquios realizados em Belo Horizonte, Joinville e Lisboa (Portugal).

Sobre Naline Ferraz: Formada pelo Cefart, Naline Ferraz é bailarina da Cia de Dança Palácio das Artes, coreógrafa e publicitária. Tem interesse em mergulhar e aprofundar suas pesquisas e criações em torno do movimento. Busca, constantemente, repensar o fazer artístico e expandir suas possibilidades como artista.

Sobre Leo Garcia: Iniciou seus estudos com danças urbanas e capoeira. Em 2008 ingressou na escola de dança do CEFART, no mesmo ano integrou a Cia. Mario Nascimento, onde participou das seguintes montagens: Faladores, Escapada, Território Nú, Nômade – espetáculo do qual foi premiado pelo 1º Usiminas Sinparc no ano de 2013 como melhor bailarino. Desde o final do ano de 2014 faz parte do elenco de bailarinos da Cia. de dança Palácio das Artes. Paralelamente, trabalhou como coreógrafo e diretor coreográfico no grupo Dança Jovem e Ballet nos espetáculos “Vira Lata” e “Calunga”. É idealizador do Coletivo Ubuntu e atua como diretor artístico do núcleo de dança do coletivo funkeiro Heavy Baile (RJ).

Sobre Bete Arenque: iniciou sua carreira em 1977 na cidade de São Paulo onde atuou como bailarina nas companhias Cisne Negro, Balé da Cidade de São Paulo, Victor Navarro Cia de Dança e Ballet Ismael Guiser, onde começou a desenvolver seu trabalho também como assistente de coreografia e ensaiadora.  Foi preparadora corporal e coreógrafa dos espetáculos do Grupo de Teatro da Caixa Econômica Federal, assistente de coreografia e ensaiadora da Cia da Dança de Minas Gerais e do Grupo Experimental da Fundação Clóvis Salgado.

Sobre Patrícia Werneck: Atua profissionalmente como bailarina, coreógrafa e professora de dança desde 1987. Integrou o elenco do Balleteatro Minas, Grupo de Dança 1o Ato e Cia Dudude Herrmann em Belo Horizonte/MG. Em São Paulo trabalhou com Suzana Yamaushi, Cia Nova Dança, Cia Nova Dança 4 e Cia 2 do Balé da Cidade de São Paulo. Em 2004 fundou a CIA.NÓSLÁEMCASA, onde atualmente desenvolve seus projetos em dança, que tem como proposta a criação colaborativa entre as linguagens da dança e da música.

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