Espetáculo Ovo do Cirque Du Soleil, dirigido pela brasileira Deborah Colker, chega ao país em curta temporada

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Foto: Crédito – Otavio Furtado


OVO, apresentado por Bradesco, viajará por quatro cidades em 2019: Belo Horizonte, de 07 a 17 de março, no Ginásio Mineirinho; Rio de Janeiro, de 21 a 31 de março, na Jeunesse Arena; Brasília, de 05 a 13 de abril, no Ginásio Nilson Nelson; São Paulo, de 19 de abril a 12 de maio, no Ginásio do Ibirapuera; O espetáculo contará com pré-venda para Clientes Bradesco e membros do Cirque Club

 

 

São Paulo, 05 de novembro de 2018 – O Cirque du Soleil volta ao Brasil em 2019 com o espetáculo OVO, dirigido por Deborah Colker, depois de passar pela América do Norte e Europa, nos últimos dois anos. Em curta temporada pelo país, o show irá passar por Belo Horizonte, de 07 a 17 de março, no Ginásio Mineirinho; Rio de Janeiro de 21 a 31 de março, na Jeunesse Arena; Brasília de 05 a 13 de abril, no Ginásio Nilson Nelson; São Paulo de 19 de abril a 12 de maio, no Ginásio do Ibirapuera.

Após emocionar mais de 5 milhões de pessoas por todo o mundo, desde que estreou em Montreal em 2009 como um show de tenda, OVO embarcou em uma nova jornada. Realizando a mesma produção cativante, apresentada de forma inédita no país em arenas, o espetáculo dá a oportunidade para que pessoas de diversas capitais possam assistir a um espetáculo do Cirque du Soleil.

A produção é amplamente inspirada na cultura brasileira, repleta de cores e com uma trilha musical bastante rica, passeando por ritmos típicos como a bossa nova, samba, xaxado, funk, entre outros. Tudo, claro, com muita percussão.

OVO é apresentado no Brasil pelo Bradesco, conta com o patrocínio de Café L’OR e é realizado pela IMM Esporte e Entretenimento.

 

SOBRE O ESPETÁCULO OVO

Quando um ovo misterioso aparece em seu habitat, os insetos ficam maravilhados e intensamente curiosos sobre esse objeto icônico que representa o enigma e os ciclos de suas vidas. É amor à primeira vista quando um inseto desajeitado e peculiar chega nessa comunidade movimentada e se depara com uma joaninha fabulosa.

OVO é um mergulho em um ecossistema colorido e repleto de vida, onde os insetos trabalham, comem, rastejam, flutuam, brincam, brigam e buscam pelo amor em uma farra sem fim, cheia de energia e movimento. O universo dos insetos é um mundo de biodiversidade e beleza, cheio de ruídos e momentos de emoção silenciosa. O elenco de OVO é composto por 50 artistas de 14 países, incluindo quatro brasileiros, especializados em diversas acrobacias.

 

OVO transborda de contrastes. O mundo oculto e secreto aos nossos pés é revelado de maneira tenra e tórrida, barulhenta e silenciosa, pacífica e caótica. E quando o sol nasce em um novo e belo dia, o ciclo vibrante da vida dos insetos recomeça.

 

OVO é um símbolo atemporal do ciclo da vida e nascimento de numerosos insetos que sustentam a trama subjacente do show. Em sua criação gráfica, o logotipo com o nome do espetáculo remete à figura de um inseto: As duas letras “O” representam os olhos, enquanto da letra “V” saem duas pequenas antenas.

O Time Criativo por trás do mundo de OVO é: Guy Laliberté e Gilles Ste-Croix (Guias Artísticos); Deborah Colker, primeira diretora mulher no Cirque du Soleil (Autora, Diretora e Coreógrafa); Chantal Tremblay (Diretora de Criação); Gringo Cardia (Designer de cenário e adereços); Liz Vandal (Figurinista); Berna Ceppas (Compositor e Diretor Musical); Éric Champoux (Designer de Iluminação); Jonathan Dean (Designer de Som) e, pela primeira vez no Cirque du Soleil: Fred Gérard (Rigging e Designer de Equipamento Acrobático); Philippe Aubertin (Designer de Performance Acrobática); e Julie Bégin (Designer de Maquiagem).
INGRESSOS

PRÉ-VENDA PARA CLIENTES BRADESCO
Clientes dos Cartões Bradesco, BradesCard e next contarão com pré-venda exclusiva nas quatro cidades.

Confira as datas em que os ingressos poderão ser adquiridos:
– Belo Horizonte, entre os dias 06 e 27 de novembro;
– Rio de Janeiro, entre os dias 07 e 28 de novembro;
– Brasília, entre os dias 08 e 29 de novembro;
– São Paulo, entre os dias 09 e 30 de novembro.

Os Clientes dos Cartões Bradesco, BradesCard e next têm benefícios exclusivos de 20% de desconto e parcelamento em até 6X sem juros (limitado a 6 ingressos inteiros por CPF e 50% dos ingressos disponibilizados). O parcelamento não é válido para os cartões de débito e corporativos. As compras on-line podem ser feitas com os Cartões de Crédito Bradesco, Bradescard e next. As compras nas bilheterias oficiais e pontos de vendas podem ser feitas com Cartões de Crédito e Débito Bradesco, Bradescard e next. O desconto não incidirá sobre o valor do serviço Tapis Rouge.

 

PRÉ-VENDA PARA MEMBROS CIRQUE CLUB
O Cirque Club é um clube gratuito e com diversos benefícios, que incluem ingressos antecipados e informações exclusivas de bastidores. Confira as datas em que os ingressos poderão ser adquiridos:
– Belo Horizonte, no dia 28 de novembro;
– Rio de Janeiro, entre os dias 29 e 30 de novembro;
– Brasília, no dia 30 de novembro;
– São Paulo, entre os dias 01 e 02 de dezembro.

Para participar do clube, acesse www.cirqueclub.com.

VENDA PARA O PÚBLICO GERAL
A venda para o público em geral começa nas seguintes datas:

– Belo Horizonte, a partir do dia 29 de novembro;

– Rio de Janeiro, a partir do dia 01 de dezembro;

– Brasília, a partir do dia 01 de dezembro;

– São Paulo, a partir do dia 03 de dezembro.

 

Durante toda a venda para o público em geral, os ingressos poderão ser parcelados em até 6x para Cartões Bradesco, Bradescard e next e em 3x para demais cartões.

Os Clientes dos Cartões Bradesco, BradesCard e next contam com 20% de desconto e parcelamento em até 6X sem juros (limitado a 6 ingressos inteiros por CPF e 30% dos ingressos disponibilizados). Ao atingir os 30% dos ingressos disponibilizados, o desconto passa a 10%. O parcelamento não é válido para os cartões de débito e corporativos. As compras on-line podem ser feitas com os Cartões de Crédito Bradesco, Bradescard e next. As compras nas  bilheterias oficiais e pontos de vendas podem ser feitas com Cartões de Crédito e Débito Bradesco, Bradescard e next. O desconto não incidirá sobre o valor do serviço Tapis Rouge.

 

TAPIS ROUGE BY BRADESCO
O Cirque du Soleil e o Banco Bradesco estarão juntos no espaço Tapis Rouge – área VIP dos espetáculos da companhia canadense – durante toda a turnê de OVO no Brasil. Os clientes que adquirirem ingressos para o setor Premium + o adicional de serviços, contarão com uma experiência especial e diferenciada, reservada para aproximadamente 300pessoas. O cliente assistirá ao espetáculo de um lugar bem próximo ao palco e ainda irá usufruir de diversos benefícios.

Os ingressos estarão disponíveis através do site https://www.tudus.com.br/ e bilheterias oficias (Shopping Cidade, em Belo Horizonte; Shopping Metropolitano Barra, no Rio de Janeiro; Shopping ID, em Brasília; e Shopping Market Place em São Paulo)

SOBRE O CIRQUE DU SOLEIL

A empresa já levou encantamento e diversão para mais de 160 milhões de espectadores em mais de 400 cidades de seis continentes. O Cirque du Soleil tem cerca de 4.000 funcionários, incluindo 1.300 artistas de quase 50 países diferentes.

Para mais informações sobre o Cirque du Soleil, visite https://www.cirquedusoleil.com/.

Para conhecer mais sobre a Fundação ONE DROP, visite https://www.onedrop.org.

 

SOBRE O BRADESCO CULTURA

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros, a instituição tem, ainda, uma plataforma denaming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, os espetáculos Bibi Ferreira, Peter Pan e Ayrton Senna, o Lollapalooza Brasil, os festivais de Parintins e Tiradentes, as festas juninas de São João do Caruaru e Campina Grande e a ArtRio. Está em cartaz O Fantasma da Ópera, além de outras atrações previstas até o final do ano.

SOBRE A IMM

A IMM é uma empresa brasileira que atua nas áreas de esporte, entretenimento e venda de ingressos. Na área de Esporte, a empresa produz eventos de grande porte e que fazem parte do calendário do país, os destaques são: Rio Open (maior torneio de tênis da América do Sul), o UFC, os jogos da NBA Global Games realizados no Brasil em 2013, 2014 e 2015 e possui participação na Go Cup, no maior torneio de futebol infantil da América Latina. Com ampla experiência nesta área, já produziu a regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race e uma plataforma de eventos de golfe com chancela do PGA. Em Entretenimento, a empresa tem uma sociedade com a Rock World S.A, detentora da marca Rock in Rio e promove o Cirque Du Soleil em suas turnês no Brasil. Desde 2015, conta com a área de Family Entertainment com foco em grandes musicais da Broadway, como o My Fair Lady, Cantando na Chuva e A Pequena Sereia, da Disney. A empresa é promotora também do evento gastronômico Taste São Paulo, que vai para a sua terceira edição.  Recentemente, adquiriu o controle da São Paulo Fashion Week, passando a dispor também de mais uma poderosa plataforma de comunicação, que é o universo da moda. A IMM possui sua plataforma de ticketing – TUDUS, que é responsável pela venda de ingressos on-line e off-line para os eventos da empresa e de terceiros. A área conta com projetos importantes, como venda de ingressos para NBA, show Paul McCartney, Circuito Banco do Brasil, Rio Open e mais de 30 teatros entre Rio de Janeiro e São Paulo. Em 2018,  passou a figurar na lista das melhores empresas para trabalhar no Brasil. A certificação foi concedida pelo GPTW, consultoria especializada na área de gestão.

 

 

OVO, DO CIRQUE DU SOLEIL – TURNÊ BRASILEIRA

MAIS INFORMAÇÕES À IMPRENSA – MOTISUKI PR

REGIS MOTISUKI – 55 11 98266-4843/ [email protected]

VITOR DEYRMANDJIAN ROSALINO – 55 11 99989-5936/ [email protected]

GUILHERME OLIVEIRA – 55 11 97648-5663/ [email protected]

 

Assessoria de Imprensa – Belo Horizonte / MG

Benedita Comunicação – (31) 3225 1197

Thiago Romano – (31) 99282 6879

 

NÚMEROS DO ESPETÁCULO

Ants

Os insetos mais trabalhadores da comunidade são as formigas vermelhas brilhantes. Assim que acordam, passam a jornada recolhendo alimento. No cardápio de hoje, kiwis e milho. Mas nem tudo é trabalho; elas também se divertem. Deitadas de costas, usam os pés para equilibrar a própria comida ou até mesmo outras formigas, em uma demonstração impressionante de malabarismo de precisão.

 

Orvalho

Sobre caules esguios e gavinhas retorcidas de uma planta elegante, uma libélula executa um gracioso número de parada de mão, transferindo o peso de uma mão para a outra enquanto se mantém equilibrada no topo da folhagem, de ponta-cabeça. A tarefa exige controle e força extraordinários.

 

Diabolôs

Manuseando em alta velocidade e com extrema segurança um jogo de diabolôs (espécie de ioiô gigante que desliza sobre um fio preso a varetas), um vaga-lume arremessa um, dois, três e, finalmente, quatro carretéis no ar e os enlaça de volta em perfeita coordenação, num malabarismo aparentemente impossível.

 

Creatura

Parte slinky (brinquedo semelhante a uma mola) e parte inseto, a Creatura dita o seu próprio ritmo: é um nó flexível e sinuoso, de membros alongados em constante movimento.

 

Web

Uma das aranhas engraçadas do show revela o seu lado sensual quando atrai a atenção de um grupo de grilos ao entrelaçar o corpo sobre, sob e através dos fios de sua teia. Logo, junta-se a ela uma deslumbrante aranha contorcionista, que exibe o seu próprio feitiço sensual com um número de tirar o fôlego.

 

Acro trio

Combinando elementos de dança, acrobacia, atletismo e pura agilidade, três pulgas amarelas e vermelhas voam pelo ar e se juntam em formações esculturais graciosas e perfeitamente equilibradas.

 

Slackwire

Em uma performance de difícil execução, uma aranha desafia a gravidade e a física em uma sucessão de feitos aparentemente impossíveis de força e equilíbrio ao atravessar um arame bambo. Em certo momento, seu corpo se inclina a um ângulo de 45 graus em relação ao solo, que está cinco metros abaixo. O número culmina com o artista andando de monociclo de ponta-cabeça. O arame se move constantemente para cima e para baixo, aumentando o seu grau de dificuldade.

 

Wall

Marca registrada da diretora Deborah Colker, este número apresenta uma dúzia de artistas correndo, pulando e cruzando – de um lado para o outro e de baixo para cima – uma parede vertical sem o apoio de cordas de segurança. Colchões de ar e trampolins ajudam na aceleração, velocidade e impulso para voar. A capacidade atlética, a força física e a coordenação do time cuidam do resto.

 

Cocoon

Combinando agilidade e graça, esta futura borboleta exibe sua metamorfose teatral em um número de contorção solo em tecido aéreo.

 

Scarabs

Em um número aéreo espetacular, um grupo de escaravelhos se lança entre banquilhas (plataformas) localizadas nas bordas e no centro do palco, em voos de seis metros de distância.

 

Butterflies

Misturando mão-a-mão, balé e contorção aérea em um impressionante número no ar, este par de Borboletas executa um pas-de-deux em correias aéreas que lhes permite rodopiar e aterrissar, saltar e voar em perfeita harmonia.

 

PERSONAGENS

 

The Ladybug

A Ladybug (Joaninha) é grande e forte (embora não perceba) e cheia de vida. Ao contrário de todos os outros insetos da comunidade, ela não faz parte de uma família. Ela é sozinha e solitária e está secretamente esperando que algo maravilhoso aconteça em sua vida – algo como o amor. Quando The Foreigner chega carregando um estranho ovo, ela fica animada com a possibilidade de que a sua vida – e a de todos os outros – esteja prestes a mudar.

 

The Foreigner

The Foreigner (O Estrangeiro) é uma mosca em constante movimento, com muita vitalidade, carente de atenção, cheio de bravatas e de uma confiança equivocada – algumas vezes é simplesmente maluco. A aranha sexy vê sua chance de conquistá-lo se esvair quando ele se depara com a Ladybug pela primeira vez. É amor à primeira vista!

 

Master Flipo

Master Flipo é o chefe da comunidade de insetos, talvez por ser o mais velho. Ele é inteligente e sábio – mas excêntrico e bastante bobinho algumas vezes. Toda a comunidade o respeita e gosta dele, mesmo sabendo que ele pode ser um pouco idiota.

 

FIGURINOS

 

Cumplicidade com o mundo dos insetos

Liz Vandal, a figurinista do OVO, tem uma afinidade especial com o mundo dos insetos. “Eu sempre tive paixão por eles”, diz ela. “Quando eu era apenas uma criança, colocava pedras ao redor do quintal, perto das árvores frutíferas, e as levantava regularmente para observar os insetos que haviam se instalado sob elas. Eu costumava acariciar lagartas e deixar as borboletas entrarem na minha casa. Quando descobri que OVO seria inspirado em insetos, imediatamente soube que estava na posição perfeita para prestar homenagem a esse mundo majestoso com os meus figurinos”.

 

O trabalho de Liz tem um estilo marcante inspirado por super-heróis futuristas e armaduras de todas as épocas. São estas duas fontes que impregnam a criação de seus figurinos em OVO. Formas elegantes e looks alongados por espartilhos são um aceno ao mundo dos super-heróis, enquanto a couraça segmentada de parte do figurino combina materiais rijos e macios, como as armaduras e as vestes dos cavaleiros da Renascença.

 

Evocação ao invés de imitação

O primeiro desafio de Liz foi imaginar uma maneira de recriar os insetos sem copiar sua anatomia real. “A solução foi conectar-se com a sensação de estar cara a cara com uma aranha, uma barata ou uma borboleta”, explica ela. “Então desenhei imagens detalhadas que interpretavam suas morfologias. Por exemplo, calças de renda cheias de veias evocam as asas da libélula, ao passo que o ferrão do mosquito é representado por um ‘moicano’ de finos caules vermelhos. A ideia da couraça também se tornou uma metáfora, uma vez que a palavra ‘inseto’ se refere a ‘seções’. Essa revelação consolidou minha abordagem ”.

 

Orgânico / Sintético

Liz contou com a vasta experiência e técnica da loja de figurinos do Cirque para poder executar o trabalho. “Juntos, desenvolvemos técnicas de plissagem de tecidos para criar músculos, volumes e invólucros tridimensionais”, ela explica.

 

“O resultado é uma espécie de origami orgânico. O exemplo mais óbvio disso é o figurino dos grilos. A equipe também explorou as texturas de asas e arcabouços usando a técnica de sublimação para poetizá-los e dar a eles uma textura evocativa”.

 

Em um jogo de cores e padrões, Liz implementou variações em um tema, incorporando linhas finas nas formigas e grilos, e pregueou roupas transparentes abstratas para as libélulas. Ela também usou materiais duros para sugerir a armadura dos insetos e tecidos rendados para as asas e partes moles de seus corpos. Para permitir que certos personagens, como o mosquito, se movam, ela sobrepôs camadas de “cascas” que se abrem e fecham para revelar em seu interior um corpo macio.

 

Grilos – símbolos da colônia

Dez grilos formam o principal grupo de insetos do show. Às vezes, suas pernas se afastam dos corpos dando a impressão de que há uma invasão de insetos acontecendo. “Eu tenho uma queda especial por esses personagens”, diz ela, “porque seus figurinos são sexy, gráficos e vibrantes”.

 

The Foreigner, personagem que surge logo no início de OVO, é uma mosca em traje tradicional que só revela sua verdadeira natureza ao se apaixonar pela Ladybug. Após a transformação, ele usa um figurino colante de espinhos. Sua forma angulosa e esbelta contrasta com a silhueta arredondada da Ladybug.

 

Fontes de inspiração

Liz Vandal inspirou-se em várias fontes, incluindo alguns designers de moda, como Pierre Cardin – mestre das linhas gráficas e formas geométricas -, bem como nas mangas com fendas da época da Renascença.

 

Liz e sua equipe utilizaram a técnica de pregas permanentes desenvolvida pelo designer japonês Issey Miyake, que dá uma certa rigidez ao material e cria um efeito orgânico. “Nós avançamos ainda mais com a técnica”, ela diz, “ao imprimir em materiais coloridos e aquecendo e corroendo o tecido, não apenas para enrijecê-lo, mas também para lhe dar um brilho metálico”.

 

Alguns destaques

A maioria dos personagens tem duas versões de figurinos: a primeira, mais leve e funcional, para a performance acrobática; e a segunda, mais pesada e rica em detalhes, para as cenas de vida na comunidade.
Os figurinos iniciais dos grilos exigiram 75 horas de trabalho cada um, por conta da sua complexidade e da necessidade de lhes dar rigidez, mas sem reduzir a flexibilidade e a capacidade de expansão do material usado.
MÚSICA

 

Para criar a trilha musical de OVO, o carioca Berna Ceppas misturou bossa nova, samba e xaxado a funk e electromusic, entre muitos outros ritmos. E, como era de se esperar de um bom brasileiro, recorreu a muita percussão. Sampleou sons reais de insetos para inserir na música que compôs diretamente no teclado e, além disso, atribuiu instrumentos e temas individuais a personagens específicos do show.

 

A banda de sete integrantes que executa a trilha ao vivo inclui um bandleader / baterista, um baixista e contrabaixista, um percussionista, um violinista, uma instrumentista de sopro, um tecladista, um guitarrista e, ainda, uma cantora.

 

Ao contrário dos musicais, onde o elenco segue o ritmo da música, no Cirque du Soleil é a música que precisa se adaptar ao que acontece em cena. Para isso, o líder da banda, músicos, cantores e equipe de som comunicam-se ao longo de todo o espetáculo via fones de ouvido e microfones.

 

CENOGRAFIA

 

Criando um espaço orgânico e interpretando a natureza

O designer gaúcho (radicado no Rio de Janeiro) Gringo Cardia inspirou-se nas estruturas que certas espécies de insetos criam quando estabelecem ninhos e colônias.

 

Parceiros de longa data, Gringo trabalhou com Deborah Colker em muitos espetáculos de dança dirigidos por ela. A intimidade permite que nenhum dos dois exerça a sua função isoladamente: ambos estão acostumados a opinar na área do outro, numa troca intensa de ideias. Em OVO, ele contribuiu com conteúdo para o roteiro e ela trouxe ideias para o cenário.

 

O cenário geral de OVO estiliza um habitat onde os insetos vivem – às vezes uma floresta, em outras uma caverna, ou até mesmo uma casa. O objetivo de Gringo era criar um ambiente orgânico que pudesse se transformar em muitos outros lugares.

 

Os elementos de cena: objetos gigantes em um mundo minúsculo

 

O show começa com um ovo gigantesco sobre o palco, encobrindo grande parte da cena. Aquele misterioso objeto do mundo exterior é um inexplicável enigma aos olhos dos insetos (e uma clara referência ao monolito do filme de Stanley Kubrick, 2001, Uma Odisseia no Espaço). Símbolo atemporal de fertilidade e renovação, os ovos reaparecem de outras formas ao longo do show, como quando os insetos se reproduzem.

 

O maior elemento do cenário é a Parede, instalada ao fundo do palco. Os artistas a escalam, desaparecem através dela e a usam como palco, tablado e plataforma de lançamento.

 

O Cirque du Soleil trabalhou com a empresa 4U2C, do próprio grupo, para integrar as projeções de todo o show. O registro em vídeo da floresta – uma miniatura construída a partir de plantas reais sobre uma mesa de 7m de comprimento por 2m de largura – consumiu mais de 40 dias de filmagens. Uma equipe de 30 artistas esteve envolvida na produção do conteúdo. Apenas um minuto do show não utiliza imagens projetadas.

 

Arte imitando a vida

É quase impossível encontrar linhas retas no cenário. Fiel à inspiração orgânica do show, a parede é curva, assim como o palco. Mas há uma exceção: a teia da aranha. Teias de aranhas reais são feitas de linhas retas, então este é um caso onde a arte imita a vida, num aceno à geometria. Para tecê-la, foram usados fios sintéticos ultraresistentes.

 

Adereços gigantes que evocam a natureza

Uma enorme flor mecânica de quase 10 metros surge no palco. A flor desabrocha e se torna muito mais do que um suporte em grande escala: é um personagem do show. Parte escultura, parte fantoche, parte robô, é mostrada do ponto de vista dos insetos como um elemento imponente e inspirador de seu ambiente.

 

Mastros enormes erguem-se acima do mundo dos insetos representando caramanchões de flores. Os artistas os escalam e aparecem em vários níveis acima do palco. Grande ou pequeno, baixo ou alto, afinal é apenas uma questão de perspectiva.

 

Alguns fatos

Foram fabricados palco e estrutura acrobática totalmente novos para a turnê de OVO em arenas. Uma boa parte do projeto original teve que ser adaptada por conta disso.
A parede no fundo do palco mede 20m de largura por 9m de altura e faz as vezes de tela gigante para as projeções usadas durante todo o show.
No seu processo de remontagem, ao sair da grande tenda para o formato de arena, o espetáculo ganhou novos números e a sua história original sofreu uma pequena adaptação.
O ovo inflável mede 8,5m de largura por 6,7m de altura.
A estrutura acrobática está a 14m do chão e pesa quase 10 toneladas.
O piso do palco é formado por 225 painéis.
EQUIPE CRIATIVA

 

Guy Laliberté – Guia e Fundador

“O Cirque du Soleil começou com um sonho muito simples. Um grupo de jovens animadores se reuniu para divertir o público, ver o mundo e se divertir fazendo isso”.

 

Guy Laliberté nasceu na cidade de Quebec, em 1959. Acordeonista, perna-de-pau e engolidor de fogo, ele fundou o primeiro circo de renome internacional do Quebec com o apoio de um pequeno grupo de cúmplices. Visionário audacioso, Guy Laliberté reconheceu e desenvolveu os talentos dos artistas de rua da Fête Foraine de Baie-Saint-Paul e criou o Cirque du Soleil em 1984.

 

Primeira pessoa a promover o casamento do circo com as mais diversas culturas, que acabou por se tornar uma marca do Cirque du Soleil, Guy Laliberté ajudou a elevar as artes circenses ao nível das grandes disciplinas artísticas. Desde 1984, ele orienta a equipe criativa na concepção de cada show.

 

O Cirque du Soleil tornou-se uma organização internacional, tanto em termos de estrutura, quanto no âmbito de suas atividades e influência. Sua atuação se estende a cinco continentes.

 

Em outubro de 2007, Guy Laliberté engajou-se em um segundo grande compromisso de vida: criou a Fundação ONE DROP para combater a pobreza ao redor do globo, proporcionando acesso sustentável à água potável. Este novo sonho surgiu da certeza de que o direito à água é a chave para a sobrevivência de indivíduos e comunidades em todo o mundo e dos valores que estão no coração do Cirque du Soleil desde a sua criação: a crença de que a vida lhe devolve tudo o que você dá aos outros e que mesmo o menor dos gestos pode fazer a diferença.

 

Prêmios e Distinções

Em 2011, Guy Laliberté entrou para o Hall da Fama de Negócios Canadense. Em 2010, ganhou sua própria estrela na lendária calçada da fama de Hollywood. No mesmo ano, o governo do Quebec o promoveu de Chevalier (uma distinção concedida seis anos mais cedo) a Officier como membro da Ordem de la Pléiade. A Universidade Laval (Quebec) lhe concedeu o título de Doutor Honorário em 2008, um ano depois de Guy Laliberté receber o Prêmio Ernst & Young de Empreendedor do Ano em três níveis: Quebec, Canadá e Internacional.

 

Em 2004, ele recebeu do Governador Geral do Canadá a Ordem do Canadá, a mais alta distinção do país. No mesmo ano, foi reconhecido pela Time Magazine como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Em 2003, foi homenageado pelo grupo Condé Nast como parte do Programa Never Follow, um tributo a criadores e inovadores. Em 2001, foi nomeado Great Montrealer pela Académie des Grands Montréalais. Em 1997, Guy Laliberté recebeu a Ordem Nacional do Quebec, a mais alta distinção concedida pelo Governo do Quebec.

 

Gilles Ste-Croix – Guia Artístico

Em 1980, Gilles Ste-Croix e um grupo de artistas de rua fundaram os Échassiers de Baie-Saint-Paul e organizaram um festival de performance de rua chamado Fête Foraine de Baie-Saint-Paul, que acabaria levando à fundação do Cirque duSoleil com Guy Laliberté, em 1984.

 

Em 1984 e 1985, Gilles Ste-Croix projetou e executou muitos números de perna-de-pau para o Cirque du Soleil. Em 1988, ele se tornou o diretor artístico do Cirque, além de coordenar uma busca por talentos que se estendeu aos quatro cantos do mundo. Foi Diretor de Criação de todas as produções do Cirque du Soleil de 1990 a 2000: Nouvelle Expérience, Saltimbanco, Alegría, Mystère, Quidam, La Nouba, “O” e Dralion. Em 1992, dirigiu Fascination, o primeiro espetáculo do Cirque du Soleil apresentado em arenas no Japão. Ele também dirigiu o inovador show de cabaré/jantar de 1997, Pomp Duck and Circumstance, na Alemanha.

 

Em 2000, enquanto continuava a atuar como consultor do Cirque du Soleil, Gilles Ste-Croix decidiu realizar um de seus maiores sonhos: impulsionado por seu interesse apaixonado por cavalos, fundou sua própria empresa para produzir o show de 2003 Cheval-Théâtre, que apresentava 30 cavalos e tantos artistas-acrobatas sob a lona, e com ele percorreu dez cidades na América do Norte.

 

Em dezembro de 2002, Gilles St-Croix retornou ao Cirque du Soleil como Vice-Presidente de Criação, Desenvolvimento de Novos Projetos. Em julho de 2006, foi nomeado Vice-Presidente Sênior de Conteúdo Criativo e Desenvolvimento de Novos Projetos. Atualmente se concentra em seu papel como Guia Criativo, ao lado de Guy Laliberté.

 

Deborah Colker – Autora, Diretora e Coreógrafa

“Eu amo trabalhar em larga escala e criar um grande impacto com toneladas de energia e emoção no palco”.

 

Quando criança no Brasil, Deborah Colker cresceu em um ambiente criativo. O pai dela era

um violinista e maestro, e ela começou as aulas de piano aos oito anos de idade.

 

Deborah tornou-se membro da Companhia Coringa da coreógrafa uruguaia Graciela Figueroa, em 1980. Em 1984, começou a criar coreografias e a dirigir movimentos de musicais, shows, programas de TV, filmes e escolas de samba.

 

Querendo criar uma linguagem coreográfica própria, Deborah fundou sua companhia, a Companhia de Dança Deborah Colker, em 1994, e criou diversas coreografias aclamadas para espetáculos inteiros de sua autoria.

 

O trabalho premiado de Deborah rapidamente chamou a atenção do mundo internacional da dança. Em 2002, convidada pela Komische Oper em Berlim, coreografou para eles um programa completo, Casa (que havia originalmente criado para a sua própria companhia, em 1999) e Ela. Em 2006, criou a obra Maracanã para a Fábrica de Cultura de Kampnagel, em Hamburgo. Deborah tornou-se a primeira artista brasileira a ganhar o Laurence Olivier Award, um dos mais importantes prêmios culturais do Reino Unido, na categoria “Outstanding Achievement in Dance”, por sua coreografia MIX, em 2001.

 

Colaborar com o Cirque du Soleil exigiu da artista deixar de lado o seu método habitual de trabalho. Acostumada a desenvolver os conceitos de um espetáculo ao longo do seu processo de ensaio, para OVO ela precisou apresentar os conceitos um ano e meio antes de iniciar o trabalho.

 

“OVO apresenta o mundo dos insetos com ênfase no movimento constante e nas cores”, diz Deborah. “Eu tenho uma linguagem coreográfica muito física e, para mim, os movimentos dos insetos se traduzem em emoção. OVO reflete minha formação em dança, é claro, mas também o meu amor pela música ao longo da vida, a inspiração que eu tiro do esporte e a vivacidade que você pode descobrir em todos os aspectos da vida. Adoro trabalhar em grande escala e criar um grande impacto com toneladas de energia e emoção no palco ”.

 

 

Chantal Tremblay – Diretora de Criação

“Meu papel é chegar em todas as direções para conectar todos os variados aspectos da produção, delimitar a abordagem dos criadores, para apoiá-los em todo o processo de criação e manter o foco na intenção artística do show”.

 

Chantal Tremblay não é exatamente uma novata no Cirque du Soleil. No final da década de 1980, ela foi a uma performance de um espetáculo do Cirque, o We Reinvent the Circus, e naquele instante decidiu que queria se juntar à companhia – e está no Cirque desde então.

 

Tremblay começou no Cirque como dançarina e em seguida tornou-se assistente da coreógrafa Debra Brown na criação de Mystère. Sua próxima posição foi como Coordenadora Artística em Alegría, e dois anos depois, em 1995, foi alçada ao posto de Diretora Artística do espetáculo. Durante esse período efervescente ela encarou vários outros desafios, como trabalhar no primeiro longa-metragem da companhia, Alegría, dirigido por Franco Dragone, na série televisiva Solstrom e em versões televisionadas de vários espetáculos do Cirque.

 

A partir destas conquistas iniciais, Chantal tornou-se a Diretora Artística de La Nouba e Mystère. Em 2001, ajudou o diretor na criação de um número altamente aclamado do Cirque du Soleil apresentado na transmissão do Oscar e foi nomeada Diretora de Criação do show de 2006, LOVE.

 

Como Diretora de Criação de OVO, Chantal é o elo fundamental entre o Produtor e a equipe de Criadores, supervisionando o processo diário de criação e certificando-se de que os criadores tenham todas as ferramentas que precisam para realizar o show.

 

“OVO é um espetáculo muito físico”, diz Chantal. “Tudo está em constante movimento, o que ressalta a ênfase que estamos colocando no desempenho humano. Essa energia se baseia nos movimentos, nos ritmos e nas cadências dos insetos – que foram nossa inspiração fundamental durante todo o processo de criação do espetáculo”.

 

Gringo Cardia – Designer de cenário e adereços

“Quando faço design sempre penso grande, seja para um projeto pequeno ou em larga escala. Fico satisfeito quando o espectador entra em outra dimensão e todos os seus sentidos estão envolvidos”.

 

Gringo Cardia iniciou sua carreira como ginasta, mas foi como designer que conquistou uma reputação invejável no mundo das artes cênicas e do vídeo e se tornou um dos profissionais mais requisitados do Brasil.

 

Integrou com sucesso as três disciplinas em que atua: arquitetura, design gráfico e encenação teatral. Isso o ajudou a construir uma marca como diretor de cinema e vídeo – e também como produtor – no mundo do teatro, da ópera e da moda.

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