Gastroplastia endoscópica é alternativa para pacientes que necessitam de bariátrica em meio à pandemia

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Método menos invasivo e sem a necessidade de internação ajuda pacientes com grau de obesidade I e II a saírem do grupo de risco do Coronavírus. 

A pandemia do novo Coronavírus fez com que muitas pessoas tivessem receio de realizar cirurgias neste momento, tanto estéticas quanto por motivos de saúde. Porém, para quem precisa realizar a cirurgia bariátrica, temos uma boa notícia! Hoje, o sistema de saúde já conta com a gastroplastia endoscópica, uma técnica minimamente invasiva, com uma câmera endoscópica em dispositivo de sutura.

De acordo com o médico Bruno Sander, gastroenterologista e cirurgião endoscópico, além de ser menos invasivo, o método permite que a pessoa perca entre 30% e 60% de seu peso. “Também é possível a remissão de doenças, como da diabetes tipo 2 e hipertensão, por exemplo. Outra vantagem é o fato de não ter cortes, já que o estômago é “costurado” e em determinados casos, entre 70% e 80% dele é reduzido. Essa técnica é permanente, porém ao contrário da bariátrica convencional (método cirúrgico, com cortes), ela pode ser revertida, se necessário”.

O especialista ressalta que pelo fato de estarmos em um momento delicado da pandemia, uma pessoa que tenha urgência em realizar a redução de estômago, a gastroplastia endoscópica pode ser uma alternativa. “A pessoa consegue uma recuperação rápida e pode ser liberada no mesmo dia que foi operada, sem a necessidade de internação”, revela Sander.

Já a cirurgia bariátrica não é indicada para certos graus de obesidade, como o grau I ou II com comorbidades. Logo quem sofre de obesidade moderada ou sobrepeso precisa passar por dietas e tratamentos com medicação. “Porém, a gastroplastia endoscópica vem como opção para essas pessoas e assim, consegue atender um número maior de pacientes, além de ter um custo-benefício melhor do que a bariátrica convencional”, acrescentou o médico.

Ele ainda acrescenta que o método é indicado também para aqueles pacientes que são portadores de obesidade mórbida, mas que não possuem condições clínicas de passar pela cirurgia ou se recusam a realizar a bariátrica.

Vantagens!

Em momentos de pandemia, o cirurgião garante que é a melhor escolha devido a segurança que proporciona ao paciente, pois evita longas internações. Além disso, o paciente possui retorno médico rápido, com a recuperação e o restante do tratamento (dieta e atividade física) feito no conforto de casa. “E o mais importante, com a perda de peso, a pessoa consegue sair do grupo de risco do novo Coronavírus, visto que a obesidade é um dos principais fatores de agravamento da doença”, conclui o médico e diretor clínico do Hospital Dia Sander Medical Center, em Belo Horizonte.

Fonte: Bruno Sander, médico cirurgião endoscopista, especialista em gastroenterologia e nutrologia. É diretor clínico do Hospital Dia Sander Medical Center, em Belo Horizonte (RQE: 14270/32354/41292) @sandermedicalcenterbh.

Foto: Divulgação

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