O pesadelo do “autoemprego” preocupa empresários

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Dificuldade em delegar e tirar folgas é principal obstáculo entre donos do próprio negócio

Ser dono do próprio negócio, fazer as próprias regras e horários é o sonho de muita gente. Porém, para muitos empreendedores que conseguem alcançar o objetivo de construir a própria empresa, essa realidade pode se tornar bem diferente e tudo acabar virando um pesadelo.

Já ouviu falar em “autoemprego”? A Master Coach e especialista em gestão de negócios, Valéria Bax, explica que esse é um conceito que muitos empresários têm medo, pois ele se refere ao momento em que um empreendedor se torna um “escravo” da própria empresa. “Ele começa a se enfiar em uma “bola de neve”, em que se torna quase impossível tirar uma folga ou férias de verdade, a carga horária ultrapassa as horas comerciais e o final de semana deixa de existir em sua agenda”, alerta.

Para muita gente, essa prática é tão comum que eles acreditam apenas fazer parte da “construção de um sonho”. Porém, Valéria ressalta que esse pode ser um dos principais erros no mundo dos negócios. “O fato é que ninguém consegue trabalhar 24 horas por dia, em 7 dias da semana. Somos seres humanos que precisam recarregar as energias, descansar, ter um momento de lazer, fazer coisas normais para manter nossa saúde física e mental. Então, essa ideia de que trabalhar mais horas por dias e em momentos que todo mundo está de folga faz bem para o negócio é totalmente um mito”, destaca.

Por que o “autoemprego” é tão comum?

A especialista afirma que, na maioria das vezes, é compreensível se empenhar mais quando o próprio negócio está no começo. “Na verdade, isso é realmente necessário no processo de crescimento de qualquer empresa. No começo, vão aparecer mais desafios e necessidade de trabalhar um pouco mais para colocar tudo em ordem”, diz.

O problema é que a maioria dos empresários começam a se acostumar com essa rotina e, em determinado momento, se perde o equilíbrio. “Ele começa a achar que sem sua presença o negócio vai desmoronar, a equipe não vai dar conta de resolver qualquer imprevisto que possa vir a acontecer, que os clientes ficarão insatisfeitos em não ter ele disponível para atender em qualquer momento e etc. Isso acaba se tornando o principal vilão para a saúde do empresário, da sua equipe e, até mesmo, dos próprios clientes”, enfatiza.

O que fazer

Valéria orienta que o principal para evitar esse desgaste é aprender a delegar. “Essa palavra é um dos principais receios, pois, em muitos casos, o empresário simplesmente não sabe como fazer isso, já que se acostumou por tanto tempo a resolver absolutamente tudo. Porém lembre-se: a sua equipe está lá para isso. Eles precisam ter essa autonomia, até mesmo para o crescimento interno. Pois se a sua equipe não conseguir resolver os problemas, em um dia de caos tudo o que você construiu pode ir por água abaixo. Além disso, uma equipe sem autonomia também é uma equipe desmotivada que não se sente à vontade para dar opiniões e sugestões que vão contribuir para o crescimento de toda a empresa”, acrescenta.

Com o crescimento da empresa, o líder precisa preparar a equipe para andar sem ele. “É preciso dar autonomia, confiar, desenvolver seus colaboradores para que eles possam fazer o caminho da empresa. É preciso treinar a equipe para que ela seja uma equipe madura e você possa usufruir também de coisas boas e ter qualidade de vida. Sentiu que a sua empresa depende 100% de si? É hora de começar a mudar. E agora!”, aconselha.

Fonte: Valéria Bax, empresária do varejo há mais de 30 anos e Master Coach na Área de Negócios. Conselheira de Empresas e formada em Comunicação, Especialista em Gestão de Negócios, Marketing e Comercial.

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Editor e fundador do Jornal Brasil Agora [BH/MG/Brasília-DF] - Ano: 2015 ______________________________________________________________________________________________ Formado em Jornalismo pela (Faculdade - FESBH), Publicidade & Propaganda (Instituto Politécnico de São Paulo), Relações Públicas (Universidade UIB/EUA), Teólogo (Faculdade ESABI/BH-MG), Sociologia (Faculdade Polis das Artes/SP) e Economia (Universidade USIP/SP). Tem Ms. em Comunicação Social: Jornalismo e Ciências da Informação (Univ. UEMC/Espanha) e atualmente cursa Direito (Universidade - UNIESP/FACSAL-BH/MG). Com larga experiência em coberturas da área de Cultura (Jornal & Assessoria de Imprensa): Shows, lançamentos de álbuns, livros e exposições de arte, trabalhou durante anos, também, fazendo coberturas e matérias na área de Economia (ao qual acabou se graduando posteriormente). Atualmente, além de editorar alguns portais de notícia no país, ser redator e administrador, escreve duas colunas semanais. Com a "Crítica Musical" (coluna que está no CulturalizaBH - Portal Uai ao qual é editor e financeiro) e a coluna "Opinião & Comportamento", que durante anos ficou no portal da RedeTV e hoje está no portal "Rondônia Digital". Desta coluna, surgiu o E-book: "Sociedade Conectada: A Influência da Internet no Cotidiano" - Ed. Escrita Certa (2019). "A escrita é a minha maior paixão" (Felipe de Jesus). ______________________________________________________________________________________________ [ Siga o Instagram: @felipe_jesusjornalista ]

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